domingo, 1 de julho de 2012

Coluna 122 - publicada no jornal Correio Agudense - Edição de

Conjugar desenvolvimento com preservação do meio ambiente é a lição de casa que governos e povos terão que estudar.


RIO+20 – Começa hoje, 13 de junho, a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável. Denominada de Rio+20, por acontecer vinte anos após a Eco-92, também no Rio, quando o Brasil vivia a era Collor, a conferência terá como trunfo maior a discussão sobre a sustentabilidade. Conjugar desenvolvimento com preservação do meio ambiente – designado como crescimento verde –, é a lição de casa que governos e povos terão que estudar.
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Dentre as pautas, haverá ênfase para as experiências e descobertas de fontes renováveis de energia, que deverão complementar e um dia substituir a atual matriz energética do mundo, baseada nas fontes fósseis – petróleo e carvão – ambas finitas e muito poluentes.
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A novidade do evento será a presença da China, que estreia em debates e negociações deste padrão. O país do mandarim comparece à Rio+20 como sendo a segunda economia do mundo e com um capital ativo e passivo (tomando a linguagem contábil, designando como ativo o que tem de bom e passivo o que é de menos bom) exponencial. Como tudo na China tem medidas superlativas, dada à dimensão do país e à sua grande população, seus dados são relevantes no contexto mundial. A principal fonte de energia daquele país, sendo responsável por 72,4% do total produzido, é o carvão – minério que polui e degrada o ar e demanda enorme quantidade de água em seu processo de conversão energética. Outro efeito da queima do carvão é a emissão de – 80% de todo o CO2 emanado vem daí. Todavia, se este é um passivo que conscientemente o governo chinês admite, o país mostra, do outro lado do pano, a diversificação de fontes de energia. Plantas eólicas e solares e pequenas hidroelétricas já são responsáveis por 133,5 GW, valor que supera toda a capacidade energética instalada no Brasil, que gira em torno de 114,14 GW.
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Por que é importante fazer referência à Rio+20, se existem outros tantos temas elegíveis – as eleições, por exemplo? Vamos às razões: para marcar no currículo desta coluna o acontecimento que se haverá de ser inscrito na história; também por ser um evento nascido no Brasil e que ao país retorna com enorme expectativa de sucesso (mais de 170 nações e 108 chefes de estado são aguardados) enquanto a Rio+10, realizada em Johannesburgo (África do Sul), em 2002, foi retundo fracasso; também pelas credenciais do organismo que a chancela, a ONU; também por debater um tema que nos interessa a todos – o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Por que mencionar a China? Por ser a China a segunda economia do mundo, com crescimento de 10% ao ano nas últimas três décadas, e (felizmente) ter se decidido em debater com as demais nações as questões lhe causam embaraços e acusações. Para o Brasil a China é importante, pois aquele país é o maior comprador de nossa soja – alavancando nossa balança comercial. Sim, em troca, temos que engolir muitos produtos Made in China, que aqui chegam com preços vis, afetando severamente muitos segmentos de nossa indústria. Mas isto é outra questão.
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Estejamos atentos à Rio+20. Afinal, junto com a novela das 18h00, das 19h00, das 21h00 e daqui a alguns dias também das 23h00, este acontecimento, de interesse mundial terá ampla cobertura da imprensa. Dizer que não importa será imitar o avestruz, que enfia a cabeça na areia para nada ver e ouvir. Pode-se até não atentar, mas um dia as gerações de amanhã poderão cobrar – o que você fez?
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Será que Barak Obama virá? Apostas??
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Li, ouvi ou vi...
Ouvi que pelo menos três dos atuais vereadores não concorrerão à reeleição. Dário Geis por estar saindo do cenário parlamentar, Rui Milbradt e Paulo Unfer por disputarem o pleito majoritário. Sim, a política é dinâmica: quem em um dia diz que não é candidato, no outro sorri para a foto da campanha.
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Paz e Bem!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Coluna 121 - publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 6JUN2012

Se tivermos responsabilidade para com os problemas ambientais de que o mundo sofre, não nos devemos omitir da reflexão e, mais do que isto, da ação recuperadora


DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE – Ontem, 5 de junho, foi o Dia Mundial do Meio Ambiente. O Brasil, que sediará, de 20 a 22 deste mês a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio +20, foi o país escolhido pela ONU para irradiar o GEO-5 – Panorama Ambiental Global. O GEO-5 é um completo diagnóstico sobre o estado do meio ambiente global, preparado por especialistas ambientais, ao longo de três anos, e servirá como  instrumento em torno do qual a Conferência desenvolverá os temas propostos para a Rio + 20: (1) uma economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e (2) o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável. Estes temas foram extraídos dos oito Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, comentados na coluna 118.
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A temática ambiental é de tal forma relevante e ampla, que qualquer apreciação apenas localizada será parcial e, com muita probabilidade, desprovida do embasamento necessário, além de não alcançar a abrangência devida. Porém, se tivermos responsabilidade (por coautoria, voluntária ou não) para com os problemas ambientais de que o mundo sofre não nos devemos omitir da reflexão e, mais do que isto, da ação recuperadora.
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Não sendo técnico ambientalista – ao menos não denoto inclinações para tanto – nem por isso deixo de abordar o tema e o faço através da música alemã. Com a precisão que o idioma de Goethe permite, Peter Fiedler compôs e o grupo Zillertaller Schürzenjäger, gravou “Was dann”. É um alerta inteligente: “se nada mais sobrar... e então?”.  Was dann é cuidadosamente musicada, de modo a envolver o ouvinte. Acompanhem em <http://www.youtube.com/watch?v=pgAmXXieVHA>. Abaixo transcrevo a letra original, seguida de uma tradução livre onde, com prejuízo de não ter a bela poesia nem a rima proposta pelo autor, preservada está, todavia, a mensagem. Ouvindo a música, entendendo-a ou sabendo de seu conteúdo, podemos nos remeter para dentro de nos mesmos e, em tomada de consciência acordar para a situação que vivemos, e que exige que nos ocupemos de cuidar melhor de nosso mundo, cuidando de nós, de nossa comunidade, do Torrão Amigo, enfim, da terra que nos abriga.
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Was Dann?
Und wenn der Mond nicht mehr scheint, dein Kind nur noch weint, was dann ?
und wenn kein Vogel mehr singt, kein Lied mehr erklingt, was dann ?
und wenn der Wind nicht mehr weht, Freunde dann ist es zu spät!
Und Wenn der Mensch nicht mehr lacht weil ihm nichts Freude macht, was dann ?
und wenn dich niemand mehr liebt weil die Dunkelheit siegt, was dann ?
Ja wenn dich nichts mehr bewegt, Freunde dann ist es zu spät !
Die Erde ist uns nur geliehen, die Tiere, die Pflanzen, das Licht.
Diese einzige Welt die uns allen gefällt zu erhalten ist unsere Pflicht.
Und wenn kein Wasser mehr fließt, keine Blume mehr sprießt, was dann?
Und wenn die Sterne verblassen die Menschen sich hassen, was dann?
wenn sich kein Rädchen mehr dreht, Freunde dann ist es zu spät!
Und das Kind sieht dich an fragt was habt ihr getan, was dann?
wo grüne Wiesen umfangt siehst du heute nur Sand, nur Sand !
Ja wenn kein Baum mehr steht, Freunde dann ist es zu spät!
Freunde dann ist es zu spät !
E então?
E se a lua não mais brilhar, teu filho apenas chorar... e então?
E se o pássaro não mais cantar, a canção não mais soar... e então?
E se o vento não mais soprar, amigo – então será tarde!
E se o homem não mais sorrir, pois nada mais lhe faz feliz... e então?
E se ninguém mais te amar, pois a escuridão venceu... e então?
Sim, se nada mais te motivar, amigo – então será tarde!
A terra nos foi apenas cedida; os animais, as plantas, a luz.
Este mundo, que é único e que a todos satisfaz: conservá-lo é nosso dever!
E se á água não mais fluir, nenhuma flor mais desabrochar... e então?
E se a estrela empalidecer, e os homens se odiarem... e então?
Se nenhuma roda mais se mover, amigo – então será tarde!
E a criança te olhar e perguntar “o que vocês fizeram?”... e então?
Onde verde do campo pairava, hoje só areia, só areia...
Sim, se nenhuma árvore mais existir,  amigo – então será tarde!
Amigo, então será tarde!
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Li, ouvi ou vi...
Vi que o espaço da coluna ficou escasso.
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Paz e Bem!

sábado, 2 de junho de 2012

Coluna 120 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 30MAI2012

Estou indeciso não por querer ficar em cima do muro, mas simplesmente por não saber quem serão os candidatos!

ELEIÇÕES – Se eu fosse abduzido por um operador de pesquisa eleitoral e me fosse feita a (improvável) pergunta: você já definiu seu voto para as eleições de outubro em Agudo (?) minha resposta aumentaria o índice dos indecisos. E estou indeciso – como a maioria da população agudense – não por querer ficar em cima do muro, mas simplesmente por não saber quem serão os candidatos!
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A pergunta é improvável, pois as empresas de pesquisa, para atingir o propósito de quem as contrata, valem-se de discos onde, em igualdade de posição ante os olhos do pesquisado, são inscritos nomes de pessoas que quem contratou entende que poderiam, ou que não poderiam, ou que deveriam pensar em tal ou que nunca deveriam ter se assanhado em pretender ser prefeito um dia. Recebido o resultado em off passam à ação, lustrando as virtudes ou amplificando as limitações e as vicissitudes de quem o povo indicou como “alguém capaz ocupar o gabinete do tabuão amarelo” (o bem cuidado soalho do Gabinete do Prefeito).
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Com a liberdade e legitimidade de observador da política apresento, se não os candidatos, ao menos aqueles que aparentemente sejam os interlocutores que se reúnem, se reúnem, se reúnem e... marcam uma nova reunião. Iniciando pelos partidos da coligação que governa Agudo há oito anos: o PMDB e o PDT. Pelo PMDB o Presidente é Rafael Anunciação. Percebe-se que tem como companhia o líder partidário Ademir Kesseler e algum vereador da bancada (não todos). Junto e à frente o timoneiro do partido e da coligação, o Prefeito Ari AA. No PDT a conversa se estreita entre os Unfer e mais poucos. Sildo Unfer, presidente dos trabalhistas, Paulo Unfer, Presidente da Câmara e personagem de maior expressão da sigla e Zeni Unfer, articulada Secretária de Educação resolvem as situações. Pelo PP, um dos partidos de oposição, devem assentar à mesa de negociação os dois vereadores da bancada, Rui Milbradt como presidente do partido e Vilson Dias como voz que deve ser ouvida, por sua presença nos muitos certames eleitorais, onde sempre teve sucesso. Quem mais? Terá algum histórico do antigo PDS? O PSDB dá asas aos tucanos Hasso Harras Bräunig, presidente do partido, Naedy Wrasse, maior trunfo da grei e, penso que também esteja no grupo, o vereador João de Deus. O DEM fala pelo presidente, vereador Dário Geis, acompanhado de Lauro Reinoldo Reetz, que reina incólume na sigla. Mais alguém? Penso que não, pois os dois falam por todos! O Partido dos Trabalhadores, que vive e quer vida, comparece ao carreteiro das 21h00 (pois chá das cinco não combina com política) com Valdemir Vezaro (Tuté), Erno Raddatz e, quem sabe, os novos cristãos do partido, Airton Leonardo Wilhelm e Nelson Fick. O Partido Socialista Brasileiro, criado por Dori Paul, é orquestrado por ela mesma, que é, em resumo, a dona do partido. Com certeza ela é acompanhada por mais alguém socialista de sua confiança. O PPS não tem vez nesta meio onde se anda de botas, pois o bote pode ser fatal.
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Identificados os principais alquimistas da eleição, passo a conjecturar candidaturas que, pelo que se ouve, pautam boa parte dos debates, onde são medidas milimetricamente. Têm candidatos quase declarados o PP e o PSDB. Os Progressistas cogitam disputar o pleito com chapa puro sangue, sem coligação. Podem estar definindo Rui Milbradt e Nico Stefenon, respectivamente para prefeito e vice. Os Tucanos tem Naedy Wrasse para prefeito (ou será prefeita?) e buscam vice em um partido com afinidade eleitoral (afinidade programática não pesa muito). Pode ser do DEM, onde Lauro Reetz ou Dário Geis aparecem; pode ser do PDT – já se ouviu que Paulo Unfer até poderia aceitar; pode ser do PMDB, dos governistas Valério Trebien interessa. O PMDB estaria negociando com o PT e com o PDT. Nas tratativas a candidatura a prefeito poderia ser de qualquer dos três partidos, com alguma vantagem para o PT, já que do PDT o desejado candidato Mario Lüdtke descartou peremptoriamente qualquer ilusão do partido e o vereador Paulo Unfer também não admite ser cabeça de chapa. Sobra alguém no partido para concorrer ao cargo máximo? No PMDB, embora declarações públicas de que o partido não tem candidato, ganha expressão o Secretário de Obras e vereador Moisés Kilian (Foguinho). A propósito do Foguinho diz-se que teria sido convidado “por fora” por Lauro Reetz para uma dobradinha, com cada um cuidando de uma das lavouras (do Centro Administrativo e da Secretaria de Obras).
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É. O imbróglio está grande. Com esta confusão é melhor aguardar até as abóboras serem descarregadas da carroça, no período das Convenções Municipais, de 10 a 30 de junho.
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Li, ouvi ou vi...
Li que por opção pessoal William Werlang encerra, nesta edição, um período de valiosa contribuição à história e à cultura agudenses. Perde-se mais uma referência na já combalida e anêmica expressão pública da cultura em Agudo.
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Esperando uma generosa e animadora chuva, desejo a todos Paz e Bem!

Coluna 119 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 23MAI2012

No ICBAA, as ferramentas de trabalho e as ações são de natureza artístico-culturais, voltadas à promoção humana e resgate e reavivamento da história – elementos que satisfazem plenamente quem a elas se dedica

O PNUD, A ONU E O BRASIL - A Organização das Nações Unidas lançou, em setembro de 2000, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, assumido pelos governos de todos os países membros que, ao chancelarem o documento, se comprometeram em cumprir, até 2015, oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. São eles: (1) Erradicar a extrema pobreza e a fome, (2) Atingir o ensino básico universal, (3) Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres, (4) Reduzir a mortalidade na infância, (5) Melhorar a saúde materna, (6) Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças, (7) Garantir a sustentabilidade ambientale (8) Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento.
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Para medir o nível de atendimento de cada um dos objetivos, a ONU elegeu o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, calculado em cima de conta fatores econômicos agregados a características sociais, culturais e políticas que influenciam na qualidade da vida humana.
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O Brasil, um dos 192 países membros da ONU, coordenou políticas e ações para mostrar ao mundo que o governo foi sério quando assinou aquele documento. De lá para cá todo o conjunto da nação (governos, organismos da sociedade e iniciativa privada) busca desenvolver ações que sintonizam com tais objetivos. O alargamento de programas de saúde, programas habitacionais, a atenção à educação infantil e fundamental, o zelo pelo meio ambiente são algumas das ações pontuais, nacionais ou regionalizadas, articuladas entre os governos das três esferas, de modo a que o povo tenha melhores condições de vida e bem estar.
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Os brasileiros podem acompanhar o IDH de seu município (o que mostra, de certa forma, em que nível os objetivos traçados pela ONU estão sendo alcançados), consultando o Atlas do Desenvolvimento Humano (www.pnud.org.br/atlas).
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Será que tal perspectiva está presente nos debates pré-eleitorais? Quem sabe o IDH de Agudo?     
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ICBAA – O Instituto Cultural Brasileiro Alemão de Agudo foi fundado no dia 5 de maio de 1982. Tem já 30 anos de existência. Em razão da data de sua fundação, ficou estabelecido, no estatuto aprovado em 2010, que em maio de cada ano deve ser instalada a AGO – Assembleia Geral Ordinária. Diz, também, que nos anos pares esta assembleia elegerá a Diretoria e o Conselho Fiscal para mandato de dois anos. Para dar cumprimento a tal regra, foi expedido o competente Edital de Convocação para a AGO deste ano, que será instalada em 31 de maio, sexta-feira, às 19h30min ou 20h00. Naquele encontro dos associados, o ICBAA será mostrado em suas ações e realizações e será avaliado quanto a forma de gestão de seus recursos financeiros.
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Integra a Ordem do Dia da AGO a eleição da Diretoria e do Conselho Fiscal para o biênio 2012-2014. Será oportunidade regimental de associados se organizarem para, elegendo-se Diretoria, conduzir esta associação de tão nobres objetivos e propósitos. Se este é um item de assembleia que, de forma geral, preocupa as associações, não deve ser motivo de apreensão no ICBAA, uma vez que nessa associação as ferramentas de trabalho e as ações são de natureza cultural, voltadas à promoção humana e ao resgate e reavivamento da história – elementos que satisfazem plenamente quem a elas se dedica.
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Li, ouvi ou vi...
Ouvi dizer que posturas intransigentes de partidos e pessoas para com relação ao pleito majoritário de outubro estão deixando os porta-vozes dos partidos sem palavras e ação e no limite da paciência. Falta ainda um mês e alguns dias para as convenções. Cuidado – neste tempo a frigideira está no fogo – quem nela for lançado se chamusca e é servido a la carte para a opinião pública ou se sustenta e parte aquecido para a campanha.
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Vibrante com a animação e o sincero apoio das jogadoras de Devagar, no III Lustiger Tisch, do ICDBAA, e esperando chuva, lhes desejo Paz e Bem!

sábado, 19 de maio de 2012

Coluna 118 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 16MAI2012

O homem é uma espécie gregária. Vivesse isolado, eremita, não precisaria de ninguém para lhe dizer: faça ou não faça; vá por aqui ou vá por ali.

O humano é um ser gregário por essência, isto é, busca viver em aglomerados. A etimologia da palavra remete a tempos primitivos, quando o viver próximo – em greis, raiz da palavra – tinha como razão a soma de forças para a caça, para superar o medo do desconhecido e defender-se do ataque das feras. A civilização despertou nas pessoas outras motivações para estarem próximas, sem deixar de considerar que estar próximo do outro dá mais segurança, permite a troca de coisas e ideias e afasta a solidão.
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Esta aproximação de pessoas no grupo e de grupos entre si foi tão intensa, e os que se agrupavam eram tantos, ao ponto de fragilizar os costumes e o ordenamento natural do convívio. A astúcia do homem, aflorada pelo senso de oportunidade (em todos os tempos houve homens que tiravam proveito pessoal de situações que se lhe apresentavam favoráveis), fez brotar sentimentos de individualidade e ímpetos de dominação e submissão. Para frear estas mazelas, que ameaçavam o equilíbrio e a equanimidade, foi necessário impor regras a todos no grupo e, também, entre os grupos. Fez-se a lei. Para legitimar a lei, instalaram-se instâncias a que se atribuíram responsabilidades e tarefas – surgiram os governos. Os governos tinham como missão primeira e absoluta velar pela vida, o bem supremo e único (a ganância material veio mais tarde, atrapalhando ainda mais). Tão arraigado ficou este princípio que hoje as leis magnas de povos organizados, dispõem ser a vida de seus cidadãos um bem indisponível, propriedade e responsabilidade do Estado.
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Resumo e constatação: os governos foram fundados pois o homem é uma espécie gregária. Vivesse isolado, eremita, não precisaria de ninguém para lhe dizer: faça ou não faça; vá por aqui ou vá por ali. Conclusão simplória esta, não é?! Simplória mas antropologicamente encadeada. Está certo atalhei, pulando séculos e não levando em conta o efeito da cultura e da civilização, que aceleraram processos, fazendo que se sucedessem avanços e retrocessos na cadência da evolução.
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Usei mais de trezentas palavras para dizer o que todos sabemos: vivemos em comunidade e temos governo.
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Na proximidade que se estabelece no viver em comunidade, afloram ideias de organização por afinidades pessoais ou por causas que são entendidas úteis e necessárias; outras são deliberadamente desejadas. Nascem as entidades, tantas e tão diversas quanto mais criativas forem as pessoas.
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Em Fevereiro de 1905 Paul Percy Harris teve a visão, a disciplina, a paixão e a consciência de que poderia agrupar pessoas em torno de uma causa – fundou o primeiro Rotary Club. Em Junho de 1917 Melvin Jones, homem também dotado de idênticas potencialidades pessoais e empatia, disse pela vez primeira a um grupo de pessoas reunidas com motivo comum – Nós Servimos! Nasceu o Lions Clube.
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Em Agudo, no mais de 1982, motivações culturais, afinidades pessoais e a criatividade de um grupo de pessoas que se reunia com a motivação de preservar e cultuar os valores culturais dos antepassados germânicos, materializou-se na entidade que hoje se impõe no meio cultural, o Instituto Cultural Brasileiro Alemão de Agudo – ICBAA.
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Assim se dá o arranjo da vida das pessoas e dos grupos sociais. O homem de hoje, por alguma motivação, se vê inserido em algum grupo, ainda que se diga estar trilhando o caminho de volta a um individualismo. O que os grupos desejam e precisam é que cada membro dê de si para que, juntos todos cresçam. Só assim o convívio será salutar, sem dominados e dominantes, com harmonia e ação.
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Li, ouvi ou vi...
Vi que o Conselho Municipal de Desenvolvimento de Agudo – COMUDE – está renovado. Embora as largas prerrogativas e atribuições que a lei lhe confere, o COMUDE se restringe a coordenar as consulta à população na definição do quinhão do orçamento que o Estado entrega para a sociedade definir (Participação Popular e Cidadã Participação Cidadã). É uma pena que tenha feito só isso, pois por sua constituição e sua capacidade de articulação assegurada em lei e estatuto, pode ser importante interface governo-sociedade. Tendo participado deste colegiado desde sua instalação, em 1994, sai para priorizar outras ações na vida, pois...  “navegar é preciso!”
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Paz e Bem!

Coluna 117 - Publicada no jonal Correio Agudense - Edição de 9MAI2012

A cultura é aquilo que permanece no homem quando ele já esqueceu todo resto

Você, eu e quem mais acompanha minimamente os acontecimentos que ocupam a grande imprensa – e agora também o governo, a oposição, os que estão em cima do muro, os que tem medo e os bravateiros – soube dos diálogos do senador Demóstenes Torres com Carlinhos Cachoeira. Pois este – um bicheiro corrupto (existe bicheiro ficha limpa?) – e aquele um Senador da República, agora sabido também corrupto, se comunicavam com “bão”, “xá comigo”, “uns 3 bilhão”, agora nóis destrói tudo”, “a muié tá torrando meu saco” ... e por ai vai, conforme publicado das escutas feitas pela PF.
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Admitir que houvesse políticos da Câmara Alta – a mais impoluta de nossa pátria – envolvidos em corrupção já nos ruboriza (de vergonha e de raiva). Saber que “negociavam” empregando esta linguagem... bem, ao menos nestes momentos eram autênticos.
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Helder Caldeira, escritor e conferencista gaúcho discorreu sobre estes diálogos (que me chamaram a atenção pelo estilo linguístico empregado), em artigo do Correio do Povo de domingo, 6 de maio. No artigo citou Émile Henriot, escritor e crítico francês, que escreveu certa vez: “A cultura é aquilo que permanece no homem quando ele já esqueceu todo resto”. Lamentou – e lamentamos também, que a falta de cultura e a impunidade correm parelhas e ganham. Quem perde é a nação e seu povo.
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Dirá alguém que se cultos fossem não seriam corruptos: isto até pode ser verdade, embora o primeiro não seja condição para o segundo. Mas acompanhe-se uma palestra do agora sem partido, sem eleitores (?) e sem vergonha, Demóstenes Torres, nos tempos em que era incensado como Avis rara política e pérola de seu ex-partido, o DEM, e ver-se-á um careca empertigado, discursando com desenvoltura tal, que se o avaliaria no nível dos grandes tribunos da nação. Pura fachada, sabe-se hoje!
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De rir (mas só para não chorar, pois não é piada, é lamentável) foi o que sucedeu em uma reunião da CPMI do Cachoeira. Os senadores Collor e Pedro Taques, devidamente alfabetizados, dialogavam, e outros, também senadores, para aterrissar no que estava sendo dito, valeram-se de dicionário para buscar o significado de confrades e passiva. Pasmo por um senador não saber.
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Só quem é letrado é honesto? Todo aquele que fala linguagem popular não merece crédito? Para ser do bem é condição dominar a linguagem culta e se comunicar desta forma? Não, claro que não! Sei que o tema é terreno pantanoso. No entanto, com segurança afirmo: por desconhecimento a ninguém se pode apontar erros de fala ou escrita. A escola não foi ambiente para tantos brasileiros, uma pena, mas verdade. Mas, quando somos confrontados com escabrosos vilipêndios da língua, partidos de quem a domina ou, por formação sabida decerto aprendeu algo, é um deboche.
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Já foi um achincalhe ter existido mais esta rede de corrupção. Igualmente ruim, ou até pior ainda é acompanhar o grande esforço que membros das duas casas legislativas federais estão fazendo para embromar e embaraçar as investigações e a grande torcida para empanar o resultado, com medo do que ainda possa vir à tona. Está se vendo a falta de cultura, de vergonha, de decência e a impunidade dançando a mesma quadrilha – com devido desagravo a esta bela manifestação cultural dançante.
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Li, ouvi ou vi...
Ouvi comentários de que estão faltando ainda jogadores/as para completar o número estabelecido na fórmula de disputa do III Lustiger Tisch – torneio de jogo de tabuleiro Paciência ou Devagar, promovido pelo ICBAA nas tardes de dois domingos, dias 20 e 27 de maio. Arregimentem-se os grupos que habitualmente se reúnem para este entretenimento e seja esta terceira edição, um verdadeiro Lustiger Tisch (Mesa Alegre). Inscrições no ICBAA (3265-3103).
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Paz e Bem!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Coluna 116 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 2MAI2012

Agudo merece ser governado com visão, com disciplina, com paixão, com consciência e que o agudense (...) seja a grande prioridade

Na semana passada me detive em descrever um padrão de comportamento e atitude encontrado em pessoas que alcançaram êxito na vida – todas apresentam desenvolvida capacidade de visão, disciplina, paixão e consciência. Evoluindo, ocorre-me de traçar este mesmo perfil para quem se propõe à carreira política – já estando enfileirado ou pretendendo fazê-lo a partir do pleito deste ano.
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É consenso que um político influencia de fato e muito outras pessoas. Em uma comunidade pequena (como a nossa) quem detém mandato, manda. Mandato confere autoridade legítima e também formal (o investido cumpriu todos os requisitos legais). Este mandato pode ser exercido para alimentar o ego, para propor o bem-comum e o bem-estar, para auferir beneficio para si ou para os seus, para servir ou para ser servido. O modus operandi do mandato será trilhado unicamente pelas convicções de quem nele estiver investido.
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Sadiamente se espera que o político tenha visão, o que lhe capacita a ver o mundo em micro e macro cenários e também vislumbrar nas pessoas o potencial e a importância que elas têm. Deseja-se que tenha disciplina para comprometer-se com causas que resultem no bem e no bom para a coletividade, despendendo esforços e sacrifícios pessoais necessários em concretizá-las. Deve ter, também, paixão, traduzida na convicção, no impulso de realizar o que a visão lhe desperta e a disciplina lhe orienta. Para arrematar, a cereja do bolo é a consciência, que nada mais é do que ser alguém para quem a entrega, a doação, o suor e o gastar a vida só valem a pena se for para o bem.
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Uma comunidade merece ser governada por pessoas que dotadas dos mínimos predicados, que de fato queiram governar e que tenham presente que isto significa antes e mais servir; nunca ser servido (Jesus Cristo nos ensinou isto lecionando aos apóstolos no Lava-Pés, da Quinta-feira Santa). A percepção de que um líder reúne tais dotes salta aos olhos e ele soma à autoridade formal a autoridade moral, que faz toda a diferença.
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A autoridade formal dura enquanto ancorada na legitimidade do exercício do cargo de que está investido. Pouco foi lembrado antes; será esquecido pouco tempo depois. No entanto, a autoridade moral acompanha a pessoa. Quem é identificado como líder moral escreve um rastro que lhe identifica o antes da investidura pública, perpassa o exercício do poder e permanece como um legado a inspirar para o bem.
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Gandhi, George Washington, Madre Teresa, Pastor Brauer, Dom Ivo, João Paulo II, Margaret Teacher, Nelson Mandela, Brizola, foram líderes. Construíram reputação sobre a rocha da moral e da consciência. Mostraram paixão, mostraram disciplina, visão do mundo e... consciência de fazer o bem. No outro extremo, com não menos paixão, muita disciplina e comprometimento, com nada menos de visão, mas com consciência deturpada, a história nos lembra Adolf Hitler e muitos mais déspotas.
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Neste período em que as reuniões nos partidos e entre os partidos varam as noites, será confortante saber que os interlocutores e os proponentes tenham presente que Agudo merece ser governado com visão, com disciplina, com paixão, com consciência e que o agudense – homem, mulher, criança, jovem, adulto e idoso – sejam a grande prioridade.

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Li, ouvi ou vi...
Ouvi um ensurdecedor silêncio: O palhaço Faustino não brinca mais; a Velha da Praça não faz mais graça de ninguém; o tamborim e o pandeiro não cadenciam mais o samba, nem o violão a seresta. Na Igreja o lugar ficou vazio; as mulheres e os jovens aguardam, mas a palestrante não vem mais. Os Quero-queros da praça ficaram órfãos de proteção. A árvore chorou … só não chorou a terra que acolheu. A palavra de afeto e carinho, pronunciada qual pétalas de perfumada rosa, não mais será ouvida, pois não mais será dita. As ruas da cidade ficaram mais vazias. Laura Maria Lüdtke passou por aqui e se quedou ao plano eterno. Que os anjos lhe acompanhem à morada que você construiu com amor e doação, sendo muito mais gente do que tanta gente que se tem por gente sem sequer gostar de gente.
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Paz e Bem!