sábado, 2 de junho de 2012

Coluna 119 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 23MAI2012

No ICBAA, as ferramentas de trabalho e as ações são de natureza artístico-culturais, voltadas à promoção humana e resgate e reavivamento da história – elementos que satisfazem plenamente quem a elas se dedica

O PNUD, A ONU E O BRASIL - A Organização das Nações Unidas lançou, em setembro de 2000, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, assumido pelos governos de todos os países membros que, ao chancelarem o documento, se comprometeram em cumprir, até 2015, oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. São eles: (1) Erradicar a extrema pobreza e a fome, (2) Atingir o ensino básico universal, (3) Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres, (4) Reduzir a mortalidade na infância, (5) Melhorar a saúde materna, (6) Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças, (7) Garantir a sustentabilidade ambientale (8) Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento.
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Para medir o nível de atendimento de cada um dos objetivos, a ONU elegeu o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, calculado em cima de conta fatores econômicos agregados a características sociais, culturais e políticas que influenciam na qualidade da vida humana.
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O Brasil, um dos 192 países membros da ONU, coordenou políticas e ações para mostrar ao mundo que o governo foi sério quando assinou aquele documento. De lá para cá todo o conjunto da nação (governos, organismos da sociedade e iniciativa privada) busca desenvolver ações que sintonizam com tais objetivos. O alargamento de programas de saúde, programas habitacionais, a atenção à educação infantil e fundamental, o zelo pelo meio ambiente são algumas das ações pontuais, nacionais ou regionalizadas, articuladas entre os governos das três esferas, de modo a que o povo tenha melhores condições de vida e bem estar.
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Os brasileiros podem acompanhar o IDH de seu município (o que mostra, de certa forma, em que nível os objetivos traçados pela ONU estão sendo alcançados), consultando o Atlas do Desenvolvimento Humano (www.pnud.org.br/atlas).
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Será que tal perspectiva está presente nos debates pré-eleitorais? Quem sabe o IDH de Agudo?     
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ICBAA – O Instituto Cultural Brasileiro Alemão de Agudo foi fundado no dia 5 de maio de 1982. Tem já 30 anos de existência. Em razão da data de sua fundação, ficou estabelecido, no estatuto aprovado em 2010, que em maio de cada ano deve ser instalada a AGO – Assembleia Geral Ordinária. Diz, também, que nos anos pares esta assembleia elegerá a Diretoria e o Conselho Fiscal para mandato de dois anos. Para dar cumprimento a tal regra, foi expedido o competente Edital de Convocação para a AGO deste ano, que será instalada em 31 de maio, sexta-feira, às 19h30min ou 20h00. Naquele encontro dos associados, o ICBAA será mostrado em suas ações e realizações e será avaliado quanto a forma de gestão de seus recursos financeiros.
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Integra a Ordem do Dia da AGO a eleição da Diretoria e do Conselho Fiscal para o biênio 2012-2014. Será oportunidade regimental de associados se organizarem para, elegendo-se Diretoria, conduzir esta associação de tão nobres objetivos e propósitos. Se este é um item de assembleia que, de forma geral, preocupa as associações, não deve ser motivo de apreensão no ICBAA, uma vez que nessa associação as ferramentas de trabalho e as ações são de natureza cultural, voltadas à promoção humana e ao resgate e reavivamento da história – elementos que satisfazem plenamente quem a elas se dedica.
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Li, ouvi ou vi...
Ouvi dizer que posturas intransigentes de partidos e pessoas para com relação ao pleito majoritário de outubro estão deixando os porta-vozes dos partidos sem palavras e ação e no limite da paciência. Falta ainda um mês e alguns dias para as convenções. Cuidado – neste tempo a frigideira está no fogo – quem nela for lançado se chamusca e é servido a la carte para a opinião pública ou se sustenta e parte aquecido para a campanha.
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Vibrante com a animação e o sincero apoio das jogadoras de Devagar, no III Lustiger Tisch, do ICDBAA, e esperando chuva, lhes desejo Paz e Bem!

sábado, 19 de maio de 2012

Coluna 118 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 16MAI2012

O homem é uma espécie gregária. Vivesse isolado, eremita, não precisaria de ninguém para lhe dizer: faça ou não faça; vá por aqui ou vá por ali.

O humano é um ser gregário por essência, isto é, busca viver em aglomerados. A etimologia da palavra remete a tempos primitivos, quando o viver próximo – em greis, raiz da palavra – tinha como razão a soma de forças para a caça, para superar o medo do desconhecido e defender-se do ataque das feras. A civilização despertou nas pessoas outras motivações para estarem próximas, sem deixar de considerar que estar próximo do outro dá mais segurança, permite a troca de coisas e ideias e afasta a solidão.
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Esta aproximação de pessoas no grupo e de grupos entre si foi tão intensa, e os que se agrupavam eram tantos, ao ponto de fragilizar os costumes e o ordenamento natural do convívio. A astúcia do homem, aflorada pelo senso de oportunidade (em todos os tempos houve homens que tiravam proveito pessoal de situações que se lhe apresentavam favoráveis), fez brotar sentimentos de individualidade e ímpetos de dominação e submissão. Para frear estas mazelas, que ameaçavam o equilíbrio e a equanimidade, foi necessário impor regras a todos no grupo e, também, entre os grupos. Fez-se a lei. Para legitimar a lei, instalaram-se instâncias a que se atribuíram responsabilidades e tarefas – surgiram os governos. Os governos tinham como missão primeira e absoluta velar pela vida, o bem supremo e único (a ganância material veio mais tarde, atrapalhando ainda mais). Tão arraigado ficou este princípio que hoje as leis magnas de povos organizados, dispõem ser a vida de seus cidadãos um bem indisponível, propriedade e responsabilidade do Estado.
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Resumo e constatação: os governos foram fundados pois o homem é uma espécie gregária. Vivesse isolado, eremita, não precisaria de ninguém para lhe dizer: faça ou não faça; vá por aqui ou vá por ali. Conclusão simplória esta, não é?! Simplória mas antropologicamente encadeada. Está certo atalhei, pulando séculos e não levando em conta o efeito da cultura e da civilização, que aceleraram processos, fazendo que se sucedessem avanços e retrocessos na cadência da evolução.
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Usei mais de trezentas palavras para dizer o que todos sabemos: vivemos em comunidade e temos governo.
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Na proximidade que se estabelece no viver em comunidade, afloram ideias de organização por afinidades pessoais ou por causas que são entendidas úteis e necessárias; outras são deliberadamente desejadas. Nascem as entidades, tantas e tão diversas quanto mais criativas forem as pessoas.
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Em Fevereiro de 1905 Paul Percy Harris teve a visão, a disciplina, a paixão e a consciência de que poderia agrupar pessoas em torno de uma causa – fundou o primeiro Rotary Club. Em Junho de 1917 Melvin Jones, homem também dotado de idênticas potencialidades pessoais e empatia, disse pela vez primeira a um grupo de pessoas reunidas com motivo comum – Nós Servimos! Nasceu o Lions Clube.
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Em Agudo, no mais de 1982, motivações culturais, afinidades pessoais e a criatividade de um grupo de pessoas que se reunia com a motivação de preservar e cultuar os valores culturais dos antepassados germânicos, materializou-se na entidade que hoje se impõe no meio cultural, o Instituto Cultural Brasileiro Alemão de Agudo – ICBAA.
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Assim se dá o arranjo da vida das pessoas e dos grupos sociais. O homem de hoje, por alguma motivação, se vê inserido em algum grupo, ainda que se diga estar trilhando o caminho de volta a um individualismo. O que os grupos desejam e precisam é que cada membro dê de si para que, juntos todos cresçam. Só assim o convívio será salutar, sem dominados e dominantes, com harmonia e ação.
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Li, ouvi ou vi...
Vi que o Conselho Municipal de Desenvolvimento de Agudo – COMUDE – está renovado. Embora as largas prerrogativas e atribuições que a lei lhe confere, o COMUDE se restringe a coordenar as consulta à população na definição do quinhão do orçamento que o Estado entrega para a sociedade definir (Participação Popular e Cidadã Participação Cidadã). É uma pena que tenha feito só isso, pois por sua constituição e sua capacidade de articulação assegurada em lei e estatuto, pode ser importante interface governo-sociedade. Tendo participado deste colegiado desde sua instalação, em 1994, sai para priorizar outras ações na vida, pois...  “navegar é preciso!”
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Paz e Bem!

Coluna 117 - Publicada no jonal Correio Agudense - Edição de 9MAI2012

A cultura é aquilo que permanece no homem quando ele já esqueceu todo resto

Você, eu e quem mais acompanha minimamente os acontecimentos que ocupam a grande imprensa – e agora também o governo, a oposição, os que estão em cima do muro, os que tem medo e os bravateiros – soube dos diálogos do senador Demóstenes Torres com Carlinhos Cachoeira. Pois este – um bicheiro corrupto (existe bicheiro ficha limpa?) – e aquele um Senador da República, agora sabido também corrupto, se comunicavam com “bão”, “xá comigo”, “uns 3 bilhão”, agora nóis destrói tudo”, “a muié tá torrando meu saco” ... e por ai vai, conforme publicado das escutas feitas pela PF.
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Admitir que houvesse políticos da Câmara Alta – a mais impoluta de nossa pátria – envolvidos em corrupção já nos ruboriza (de vergonha e de raiva). Saber que “negociavam” empregando esta linguagem... bem, ao menos nestes momentos eram autênticos.
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Helder Caldeira, escritor e conferencista gaúcho discorreu sobre estes diálogos (que me chamaram a atenção pelo estilo linguístico empregado), em artigo do Correio do Povo de domingo, 6 de maio. No artigo citou Émile Henriot, escritor e crítico francês, que escreveu certa vez: “A cultura é aquilo que permanece no homem quando ele já esqueceu todo resto”. Lamentou – e lamentamos também, que a falta de cultura e a impunidade correm parelhas e ganham. Quem perde é a nação e seu povo.
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Dirá alguém que se cultos fossem não seriam corruptos: isto até pode ser verdade, embora o primeiro não seja condição para o segundo. Mas acompanhe-se uma palestra do agora sem partido, sem eleitores (?) e sem vergonha, Demóstenes Torres, nos tempos em que era incensado como Avis rara política e pérola de seu ex-partido, o DEM, e ver-se-á um careca empertigado, discursando com desenvoltura tal, que se o avaliaria no nível dos grandes tribunos da nação. Pura fachada, sabe-se hoje!
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De rir (mas só para não chorar, pois não é piada, é lamentável) foi o que sucedeu em uma reunião da CPMI do Cachoeira. Os senadores Collor e Pedro Taques, devidamente alfabetizados, dialogavam, e outros, também senadores, para aterrissar no que estava sendo dito, valeram-se de dicionário para buscar o significado de confrades e passiva. Pasmo por um senador não saber.
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Só quem é letrado é honesto? Todo aquele que fala linguagem popular não merece crédito? Para ser do bem é condição dominar a linguagem culta e se comunicar desta forma? Não, claro que não! Sei que o tema é terreno pantanoso. No entanto, com segurança afirmo: por desconhecimento a ninguém se pode apontar erros de fala ou escrita. A escola não foi ambiente para tantos brasileiros, uma pena, mas verdade. Mas, quando somos confrontados com escabrosos vilipêndios da língua, partidos de quem a domina ou, por formação sabida decerto aprendeu algo, é um deboche.
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Já foi um achincalhe ter existido mais esta rede de corrupção. Igualmente ruim, ou até pior ainda é acompanhar o grande esforço que membros das duas casas legislativas federais estão fazendo para embromar e embaraçar as investigações e a grande torcida para empanar o resultado, com medo do que ainda possa vir à tona. Está se vendo a falta de cultura, de vergonha, de decência e a impunidade dançando a mesma quadrilha – com devido desagravo a esta bela manifestação cultural dançante.
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Li, ouvi ou vi...
Ouvi comentários de que estão faltando ainda jogadores/as para completar o número estabelecido na fórmula de disputa do III Lustiger Tisch – torneio de jogo de tabuleiro Paciência ou Devagar, promovido pelo ICBAA nas tardes de dois domingos, dias 20 e 27 de maio. Arregimentem-se os grupos que habitualmente se reúnem para este entretenimento e seja esta terceira edição, um verdadeiro Lustiger Tisch (Mesa Alegre). Inscrições no ICBAA (3265-3103).
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Paz e Bem!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Coluna 116 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 2MAI2012

Agudo merece ser governado com visão, com disciplina, com paixão, com consciência e que o agudense (...) seja a grande prioridade

Na semana passada me detive em descrever um padrão de comportamento e atitude encontrado em pessoas que alcançaram êxito na vida – todas apresentam desenvolvida capacidade de visão, disciplina, paixão e consciência. Evoluindo, ocorre-me de traçar este mesmo perfil para quem se propõe à carreira política – já estando enfileirado ou pretendendo fazê-lo a partir do pleito deste ano.
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É consenso que um político influencia de fato e muito outras pessoas. Em uma comunidade pequena (como a nossa) quem detém mandato, manda. Mandato confere autoridade legítima e também formal (o investido cumpriu todos os requisitos legais). Este mandato pode ser exercido para alimentar o ego, para propor o bem-comum e o bem-estar, para auferir beneficio para si ou para os seus, para servir ou para ser servido. O modus operandi do mandato será trilhado unicamente pelas convicções de quem nele estiver investido.
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Sadiamente se espera que o político tenha visão, o que lhe capacita a ver o mundo em micro e macro cenários e também vislumbrar nas pessoas o potencial e a importância que elas têm. Deseja-se que tenha disciplina para comprometer-se com causas que resultem no bem e no bom para a coletividade, despendendo esforços e sacrifícios pessoais necessários em concretizá-las. Deve ter, também, paixão, traduzida na convicção, no impulso de realizar o que a visão lhe desperta e a disciplina lhe orienta. Para arrematar, a cereja do bolo é a consciência, que nada mais é do que ser alguém para quem a entrega, a doação, o suor e o gastar a vida só valem a pena se for para o bem.
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Uma comunidade merece ser governada por pessoas que dotadas dos mínimos predicados, que de fato queiram governar e que tenham presente que isto significa antes e mais servir; nunca ser servido (Jesus Cristo nos ensinou isto lecionando aos apóstolos no Lava-Pés, da Quinta-feira Santa). A percepção de que um líder reúne tais dotes salta aos olhos e ele soma à autoridade formal a autoridade moral, que faz toda a diferença.
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A autoridade formal dura enquanto ancorada na legitimidade do exercício do cargo de que está investido. Pouco foi lembrado antes; será esquecido pouco tempo depois. No entanto, a autoridade moral acompanha a pessoa. Quem é identificado como líder moral escreve um rastro que lhe identifica o antes da investidura pública, perpassa o exercício do poder e permanece como um legado a inspirar para o bem.
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Gandhi, George Washington, Madre Teresa, Pastor Brauer, Dom Ivo, João Paulo II, Margaret Teacher, Nelson Mandela, Brizola, foram líderes. Construíram reputação sobre a rocha da moral e da consciência. Mostraram paixão, mostraram disciplina, visão do mundo e... consciência de fazer o bem. No outro extremo, com não menos paixão, muita disciplina e comprometimento, com nada menos de visão, mas com consciência deturpada, a história nos lembra Adolf Hitler e muitos mais déspotas.
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Neste período em que as reuniões nos partidos e entre os partidos varam as noites, será confortante saber que os interlocutores e os proponentes tenham presente que Agudo merece ser governado com visão, com disciplina, com paixão, com consciência e que o agudense – homem, mulher, criança, jovem, adulto e idoso – sejam a grande prioridade.

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Li, ouvi ou vi...
Ouvi um ensurdecedor silêncio: O palhaço Faustino não brinca mais; a Velha da Praça não faz mais graça de ninguém; o tamborim e o pandeiro não cadenciam mais o samba, nem o violão a seresta. Na Igreja o lugar ficou vazio; as mulheres e os jovens aguardam, mas a palestrante não vem mais. Os Quero-queros da praça ficaram órfãos de proteção. A árvore chorou … só não chorou a terra que acolheu. A palavra de afeto e carinho, pronunciada qual pétalas de perfumada rosa, não mais será ouvida, pois não mais será dita. As ruas da cidade ficaram mais vazias. Laura Maria Lüdtke passou por aqui e se quedou ao plano eterno. Que os anjos lhe acompanhem à morada que você construiu com amor e doação, sendo muito mais gente do que tanta gente que se tem por gente sem sequer gostar de gente.
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Paz e Bem!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Coluna 115 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 25ABR2012

Consciência é o sentido moral interior do certo e do errado

Se observada a vida de todos os grandes protagonistas da história – seja a de nossa família, de nossa comunidade, do país, do mundo – os que neste meio tiveram a maior influência sobre outras pessoas, os que fizeram as coisas acontecerem, encontraremos um padrão: com esforço pessoal ampliaram grandemente suas capacidades e inteligências inatas. Desenvolveram a capacidade da visão para o plano mental, a disciplina para o plano corporal, a paixão para o emocional e a consciência para o seu mundo espiritual.
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Visão é ver com os olhos da mente o que é possível nas pessoas, nos projetos, nas causas que abraça. O que agora está provado foi uma vez imaginado. Quando não é desenvolvida a visão, a pessoa tende à vitimização.
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Disciplina é pagar o preço da transformação da visão em realidade; é lidar com os fatos como se apresentarem e fazer o necessário para que as coisas aconteçam. Com disciplina adquire-se a capacidade de sacrificar o fácil hoje para alcançar algo melhor mais tarde. Sem tal postura a complacência assoma e as coisas mais importantes na vida são negligenciadas em detrimento do prazer ou da empolgação do momento.
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Paixão é o desejo, a força de convicção e o impulso que sustenta a disciplina para realizar a visão. Sem paixão o indivíduo titubeia, fica inseguro e sucumbe ao burburinho de milhares de vozes que indicam prá lá, prá cá, prá direita, prá esquerda; não sabe aonde vai e se perde no sentimento da compaixão.
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Consciência é o sentido moral interior do certo e do errado. É a força orientadora da visão, da disciplina e da paixão. Sem apurada consciência, quem ditará o rumo será o ego, com todos os riscos de malogro.
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Não construí por mim esta síntese de comportamento. Mas ela me acompanha já há algum tempo, o mesmo tempo em que procuro superar as limitações que sinto nestas inteligências inatas. Fazem parte do conjunto de atitudes ensinadas por Stephen Covey, no livro “O 8º hábito – Da eficácia à Grandeza”.
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Em exercício de autoavaliação encontro dozes de visão, de disciplina, de paixão e de consciência no desempenho das atividades que me são confiadas. Mais cheias de umas que de outras, as taças das inteligências procuram equilibrar-se.
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Esta dissertação é introdutória de uma confissão: não tive disciplina suficiente para evitar que acontecesse o que temia e podia ter evitado – não ter uma coluna redigida até a noite de segunda e algo acontecer que me impossibilitasse de fazê-lo em tempo. Isto ocorreu na semana passada, quando por circunstância pessoal, fiquei impedido de escrever desde o meio dia de segunda até a tarde de terça. Para cumprir com o espaço confiei ao Leandro Friedrich, da redação, que reproduzisse uma coluna anterior. Assim, os leitores viram publicada a Coluna 74, publicada na edição de 29 de junho de 2011.
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Tenho um repositório de temas atemporais, que podem ser desenvolvidos sem necessário nexo com a data da publicação. O que faltou foi disciplina para sentar ao computador e trabalhar. Já faço. Em seguida escrevo. Hoje não, amanhã. Este embate interior do desejar fazer com o acabar não fazendo resultou em prejuízo.
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Saber que isto não acontece apenas comigo não conforta, nem justifica. Preciso desenvolver mais os dons de que Deus me dotou e que tem feito merecer a confiança e a distinção de tantos, nas já muitas empreitadas da vida.
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Li, ouvi ou vi...
Vi – Muitas pessoas se emocionar ao repisar o solo onde nasceram ou d’onde seus antepassados migraram para povoar novas terras deste Brasil sem fronteira. O II Encontro dos descendentes de Peter Hermes, que aconteceu sábado, reposicionou Agudo e, por extensão, a Colônia Santo Ângelo, no coração de muitas pessoas que, de longe ou de perto, perceberam que esta terra mais do que simplesmente a referência de naturalidade no documento de identidade. Ela é a sua terra! Este mesmo sentimento deve ter sido notado no Encontro da Família Raddatz e em todos os salutares momentos de benfazeja convivência organizados para resgate e reavivamento dos vínculos se sangue, de afinidade e de cultura.
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Todos somos capazes e a comunidade espera que nossas capacidades sejam postos à serviço de uma vida sempre melhor. Paz e Bem!

Coluna 114 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 18ABR2012

O convívio simultâneo de pedestres, ciclistas, motoqueiros, motoristas de automóveis, ônibus e caminhões em um mesmo espaço de trânsito trás risco iminente a todos.
(republicação da Coluna 74 - 29JUN2011)

RISCO – Estamos dispostos a tal? Eu estou. Corro o risco de não ser lido até o final da coluna. O que fazer. Não posso me elidir. Não posso parar no meio do caminho. Todos corremos riscos, estejamos conscientes disto ou não. Sejam eles medidos, evitáveis, previsíveis ou não, ao longo das horas, dos dias, dos anos, da vida, não escapamos.
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No dicionário risco é a possibilidade de perigo capaz de ameaçar alguém ou alguma coisa. Trata-se de uma definição pura, quase matemática e previsível.
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O risco e suas implicações. Esta abordagem consta no livro ‘Correndo o risco: uma introdução aos riscos em saúde’ (Editora Fiocruz, 2010) escrito por Luis D. Castiel, Maria C. R, Guilam e Marcos S. Ferreira. Preconizam os autores que quando se trata de saúde vale dizer que se está tratando de vida humana e esta não tem a segurança da probabilidade e da estatística. Em saúde o risco difere de um indivíduo para outro, segundo a suscetibilidade e a capacidade de resposta ao fator de risco à que se expõe.
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Para exemplificar trago uma situação recorrente: já há mais de uma década o trecho Cerro Chato-Agudo da Rodovia do Imigrante é meu itinerário diário para o trabalho e para as demais demandas na cidade. Faço-o de carro, normalmente à luz do dia, mas, também, à noite. Tenho, assim, com esta via de trânsito ligação mui próxima e constante. Percebo-lhe a dinâmica. O convívio simultâneo de pedestres, ciclistas, motoqueiros, motoristas de automóveis, ônibus e caminhões em um mesmo espaço de trânsito trás risco iminente a todos. Ser atropelado – este é o maior, atropelar alguém, capotar por trafegar em velocidade incompatível com a pista, tudo isto pode acontecer. Em outra situação, que não tem relação tão direta com a convivência na rodovia, mas sim com seu uso, está a possibilidade de ser multado ou ter o veículo retido se a autoridade policial flagrar incompletude na documentação do motorista ou do veículo ou se um componente essencial não existir ou estiver avariado.
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Todas as situações antes descritas se amoldam à definição de risco. Podemos diminuir ou até anular a probabilidade de que venhamos a ser atingidos ou vitimados por um dos fatores de ameaça. No entanto a possibilidade estará sempre presente. É só pensar um pouco. CNH vigente, IPVA pago. Em tese tudo estará correto, desde que não sejam esquecidos em casa. Não portá-los é o risco de multa que corremos.
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Pensado sob o prisma da saúde a RS-348 mostra situações de risco que entendo serem evitáveis. Trafegar em velocidade não compatível expõe o motorista a risco calculado e previsível e aos demais co-usuários a risco não previsível nem calculado de serem atingidos pela tresloucada e deliberada ação . Com sorte passará incólume, mas a possibilidade de não fazer a curva é real. Outro fator evitável é trafegar de bicicleta na chuva. Por si só, dada a diminuição da visibilidade já é um risco, que se agrava se o ciclista não se proteger. Pode ficar doente e não poder trabalhar; sem trabalho ficar sem renda, expondo a si e a quem dele depender ao risco de desabastecimento e a faltar o essencial. Como sobrecarga desta exposição assumida ao risco aparece o sistema público de saúde que provavelmente suportará o tratamento, e o organismo, debilitado, estará suscetível a outras agravantes.
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O tema não se esgota. A vinculação do risco com a adrenalina, com o prazer. O risco como fator de estímulo de mercado. São todas nuances que são consideradas.
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Para arremate um grande risco que correm todos os viventes – de serem felizes! Arrisquemo-nos nesta onda!  
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Paz e Bem.

domingo, 15 de abril de 2012

Coluna 113 - publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 11ABR2012

Qualidade Total faz bem e faz falta.

PROGRAMA DE QUALIDADE FAZ BEM E FAZ FALTA – Havia tempo que procurava um mote para abordar o quanto lamento que Agudo não tenha mais as atividades do PGQP – entenda-se Programa de Qualidade Total. Desde a desarticulação do CRQA (Comitê Regional da Qualidade de Agudo) e por a ACISA não ter ouvidos para a qualificação empresarial (este deveria ser, a meu juízo, um de seus pilares de atuação) não se soube mais de iniciativas pró-Qualidade Total.
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Pois a deixa me veio com a manifestação de Nelson Eggers, Presidente da empresa das Bebidas Fruki, de Lajeado, publicada no caderno Dinheiro, de ZH do domingo último. Juntando aquela declaração com o que Agudo testemunha das conquistas de duas empresas agudenses – uma do Grupo Jaeger, dos empresários Mariane e Ari Carlinhos Jaeger, (premiação estadual e menção nacional por ações continuadas em responsabilidade social) e Dickow & Cia. Ltda. (conquista da qualificação ISSO-9.001 – Gestão da Qualidade), ambas aderentes ao PGQP quando iniciou em Agudo, em 2000, tenho argumentos suficientes para declarar que Qualidade Total faz bem e faz falta.
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O Presidente da Fruki atribui o crescimento de 254% no faturamento e de 694% no lucro líquido, que a empresa amealhou em uma década, à implantação do programa de Qualidade Total. Assim, claro e explícito. Disse mais: dos 5 mil clientes pulou para 30 mil, com incide de satisfação de 87%, medido em 2011. Os números do Grupo Jaeger e da Dickow desconheço. Sei, no entanto, que cresceram, e muito, e que a razão deste deslanchar foi a metodologia do Programa de Qualidade Total, pois nos dois empreendimentos são evidentes as práticas implementadas e aperfeiçoadas a partir do domínio dos programas que fizeram sucesso em Agudo no início da década passada. Tem, também suor, concentração, trabalho, talento e foco como ingredientes, fermentados, todavia, com PGQP.
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Ao programa Qualidade Total somam-se o seminário EMPRETEC e o treinamento Dale Carneggie, como motivadores viabilizados pelo CRQA, e que ajudaram muita gente a decidir-se na vida em termos de atuação produtiva e foram ferramentas para uma porção de empresas alavancarem seu negócio.
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Por certo deixo de mencionar, por esquecimento ou desconhecimento, outras empresas de Agudo que também melhoraram seus balanços, sua gestão e seu relacionamento com a sociedade e com o meio ambiente, a partir da participação de cursos e atividades como as citadas. É o risco que corro com consciência, pois das citadas os depoimentos são públicos e os resultados percebidos.
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Uma pergunta ecoa em Agudo: o que é feito do processo de destinação de terreno à Procuradoria Geral da Justiça, para a construção do novo prédio do Ministério Público? Tanto isto é que o Vereador Rui Milbradt teve aprovado na Câmara Pedido de Informações ao Prefeito Municipal (Boletim 4/2012, da Câmara Municipal de Agudo – edição do CA, de 28MAR), querendo saber se o processo ainda vigora, se a escritura já foi feita e, caso não tenha sido, se está havendo óbice ou embaraço.
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Sabemos serem três as partes envolvidas: O Município de Agudo, a Procuradoria Geral de Justiça/ Ministério Público e o Sindicato Rural de Agudo – Categoria Empregador. Qual das três partes pode não mais querer que Agudo receba, em espaço hoje subutilizado e muito bem localizado, o investimento do quilate da sede própria do Ministério Público? A Prefeitura? Não. O Prefeito Ari AA não teria tomado iniciativa de legislar autorização para desembolsar dinheiro público se não concordasse. O MP? Ora, instalado em adaptada dependência da finada Caixa Estadual e com sinal verde para construir sede perto do Fórum (os dois órgãos tem interação na promoção da justiça; e sendo próximos, há ganho na prestação dos serviços à sociedade). Será que o MP não queira investir? O Sindicato Rural, meio devagar, também deve almejar o progresso de Agudo. Sabe-se oficiosamente – e Agudo espera que esta informação seja confirmada – que o Sindicato Rural está enrolado e não consegue os documentos necessários para a transação. Pode estar aí a razão da demora na transação. Se for verdade, chega a ameaçar o resultado?  Aguardemos.
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Li, ouvi ou vi...
Ouvi – “Somos três pessoas: a que pensamos ser; a que os outros pensam que somos e a que somos de fato.” Charla de Beto Jordani, o filósofo formado nos esteios da vida, chairando faca e cevando/sorvendo mate (e que usa alpargatas), citando erudições trocadas com o Psicólogo Lucas Lüdtke.
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Sejamos pacientes. O que está reservado para cada um é o quinhão que Ele concedeu e não deixará de prover! Paz e Bem!