segunda-feira, 12 de março de 2012

Coluna 109 - publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 14MAR2012

Os filhos não são propriedade que podemos controlar como o manipulador às suas marionetes, ou treinar, como o domador aos seus leões


SOMOS ANFITRIÕES DE NOSSOS FILHOS – A relação pais e filhos – a primeira, a mais próxima e indelével relação entre as pessoas – é de tamanha riqueza e sensibilidade, que rende cada vez mais estudos a lhe revelar nuanças. Com exceção dos celibatários, o caminho natural de todos é ser pai ou ser mãe, cumprindo o papel de preservação e continuação da vida. Esta condição instala na vida uma realidade com a qual se deve lidar com maturidade e percepção de mundo (embora nem sempre isto seja assim).
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Por indisfarçável preferência, conduzo minhas leituras para a área da psicologia, do comportamento e promoção humana. Apreciei muito a linha de raciocínio do Padre holandês Henri Nouwen, apresentado em seu livro Crescer – os Três Movimentos da Vida Espiritual (Ed. Paulinas-1975). No movimento em que o homem passa da hostilidade à hospitalidade, o autor enfoca a relação pais e filhos sob um ângulo que merece ser partilhado. Transcrevo: “Pode parecer estranho falar da relação entre pais e filhos em termos de hospitalidade. Mas é questão central na mensagem cristã que os filhos não são propriedades para se ter e dominar, mas dons para se dar carinho e cuidados. Nossos filhos são nossos mais importantes hóspedes; entram em nossa casa, pedem atenção, ficam algum tempo e depois saem para seguir seu próprio caminho. Os filhos são estranhos que devemos conhecer; possuem seu próprio estilo, seu próprio ritmo e suas próprias capacidades para o bem e para o mal. Não podem ser explicados a partir dos pais. (...) As crianças carregam consigo uma promessa, um tesouro oculto que precisa ser trazido à luz através da educação em um lar hospitaleiro. É necessário tempo e paciência para fazer o pequeno estranho sentir-se em casa, e é realista dizer que os pais precisam aprender a amar seus filhos. O que os pais podem oferecer é um lar, um lugar receptivo, mas que também possui as fronteiras de segurança, dentro das quais as crianças podem desenvolver-se e descobrir o que é útil e o que é danoso. Ali a criança pode fazer perguntas sem medo e pode experimentar com a vida sem risco de rejeição. Ali pode ser incentivada a ouvir seu eu interior e a desenvolver a liberdade que lhe dá coragem para sair de casa e prosseguir a jornada.
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Em outro trecho acrescenta: “A consciência de que os filhos são hóspedes pode ser libertadora, pois muitos pais sofrem de profundo sentimento de culpa em relação a seus filhos, pensando que são os responsáveis por tudo o que eles fazem.  (...) Os filhos não são propriedade que podemos controlar como o manipulador às suas marionetes, ou treinar, como o domador aos seus leões. São hóspedes aos quais temos que responder, não posses pelas quais somos responsáveis.”
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Nesta análise, muito lúcida, cita ainda o prelado: “A tarefa difícil da paternidade é ajudar a criança a crescer para a liberdade que lhe permite ficar de pé física, mental e espiritualmente, e permitir-lhe afastar-se em sua própria direção. (...) Não há dúvida de que é difícil ver nossos filhos afastarem-se depois de tantos amor de amor e trabalho para conduzi-los à maturidade; mas quando nos lembramos de que são apenas hóspedes que têm seu próprio destino, que não conhecemos nem ditamos, somos capazes de deixá-los ir em paz com nossas bênçãos. Um bom anfitrião é capaz não apenas de receber seus convidados com honra e oferecer-lhes todos os cuidados que precisam, mas também de deixá-los ir quando chegar o tempo.
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Penso nada restar para acrescentar, senão o convite a reflexão e, quem sabe, uma releitura, devagar e com ânimo de perceber-se pai/mãe anfitrião de seus filhos!
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Sem mais, em meio ao turbilhão da vida, lhes desejo... Paz e Bem!

Coluna 108 - publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 7MAR2012

Escola Professor Willy Roos – há cinquenta anos despertando em cada cidadão que por ela passa o papel que tem na construção de uma comunidade e um mundo melhor!


SOS! Help! Socorro! Hilfe! Pedido que ecoa, a partir do Morro Agudo, para retumbar em ouvidos atentos de pessoas que, de qualquer forma, tenham a ver com a questão. Viabilizem o aumento da velocidade da conexão de Internet em Agudo! Chega de paliativos e promessas. Chega de pirataria! Ninguém mais aguenta a baixa velocidade da Internet em Agudo! Qualquer discurso de excelência, qualquer ufanismo da ordem do “Das Beste” que se verbere por Agudo cai por terra com a constatação de que somos ou estamos limitados em tantos aspectos – e também na velocidade da Internet. Todas as empresas que oferecem o serviço, sejam as que locam o sinal e o repassam, sejam as operadoras de telefonia que detêm a estrutura logística instalada, todas blefam quando afirmam ter produtos que garantem conexão rápida e segura! A velocidade real é uma merreca, esta é a verdade! E paga-se por este compasso de tartaruga, quando funciona! Alguém deve bater na mesa e fazer chegar à Anatel o reclamo dos usuários da World Wide Web de Agudo. Já não mais se aceita desculpas! Agudo está sendo preterido, está sem interlocutores não está sabendo se fazer ouvir!
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É março: Iniciou o último ano da Décima Terceira Legislatura da Câmara Municipal de Agudo. Tomou ritmo a colheita do arroz.  Começou o ano letivo nas escolas Estaduais e Municipais. Março é, também, o mês da comemoração jubilar de Ouro da Escola Estadual de Educação Básica Professor Willy Roos! A programação deve estar sendo pensada de modo a que Agudo todo possa festejar a data. A propósito: qual o percentual de agudenses que passaram pelos bancos escolas da Willy Roos? Seja ao tempo em que era o Ginásio Estadual de Agudo, depois Escola Estadual Duque de Caxias; ou quando foi a Escola Técnica de Comércio Centenário e depois Escola Estadual de 2º Grau de Agudo e, já desde 1989, quando adotou a denominação patronímica do grande educador de Agudo e Paraíso do Sul, o Professor Willy Roos, se contam em gerações e aos milhares! Escola Professor Willy Roos – há cinqüenta anos despertando em cada cidadão que por ela passa o papel que tem na construção de uma comunidade e um mundo melhor! Parabéns para todos nós!
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De jeito nenhum deixo de observar um fenômeno da natureza que me encanta e que começa a aparecer em março – a cerração das manhãs do Torrão Amigo! A natureza se envolve em um véu suave e brinca de esconde-esconde. Uma manhã de cerração... como é bela e inspiradora!
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 No Tempo dos homens (Chronos, para os gregos) – período da existência de cada um e dos povos, pessoas e povos vivem Tempos de Deus (Kairós, na língua dos atenienses). Este Kairós pode ser (e na maioria dos casos é) de êxtase pela demonstração da magnanimidade divina pelas realizações que o homem é capaz de orquestrar. Pode, no entanto, também ser traduzido em experiências pessoais reveladoras de que a criatura é limitada e suscetível. Ora de êxtase, ora de angústia: assim se vão sucedendo os balanços do pêndulo da vida. Sobre o Kairós que Ele me reservou nesta Quaresma escrevo um dia. E o farei com propósito pedagógico.
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O Dia Internacional da Mulher, amanhã, oito de março, é um dia todo ternura! Com certeza nesta edição do CA matérias e homenagens invocam a grandeza e o valor absoluto da Mulher! Homenageio todas as mulheres com a foto de uma mulher arrozeira, escolhida por Deus para me trazer à vida e me ensinar que ser é mais do que ter; e que ter pode ser uma conquista, sem se deixar de ser.



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Sem mais, em meio ao turbilhão da vida, lhes desejo... Paz e Bem!

domingo, 4 de março de 2012

Coluna 107- publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 29FEV2012

Para vós, serei um pastor; Com vós, serei um irmão! (Dom Remídio José Bohn)


Hoje é 29 de fevereiro, dia acrescido ao calendário por 2012 ser Ano Bissexto. Esperar mais quatro anos para escrever sobre este dia não é prudente, pois vai saber o que se passará até 2016, além da Jornada Mundial da Juventude, no Rio, em 2013, e a Copa do Mundo (no Beira-Rio??), em 2014. E se tudo terminar em 21 de dezembro de 2012?!
Na internet encontrei uma explicação para o fato de ser tido como “Bissexto” o ano em que fevereiro tem este 29º dia. Já lhe chamou a atenção à razão desta designação, se nada tem a ver com bi, nem com sexta parte? Na internet obtive uma resposta que me parece plausível. Consta, em pesquisa postada por um professor chamado Cardy, ter sido o Imperador Júlio César, em 46 a.C. quem determinou qual dia devia ser repetido – o 24 de fevereiro, por ser o sexto dia antes das calendas de março. O dia era chamado, em latim, ante diem bis sextum Kalendas Martias, o que, abreviado, resultou em bissextum, em português Bissexto. Em alemão – Schaltjahr.    
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Para vós, serei um pastor; Com vós, serei um irmão! Esta frase foi pronunciada por Dom Remídio José Bohn, quando axcendeu à se sua posse como terceiro Bispo da Diocese de Cachoeira do Sul, domingo, dia 26, na Catedral Nossa Senhora da Conceição, a Igreja-mãe da Diocese. A solene missa lotou a Catedral de fiéis católicos das treze paróquias da jurisdição eclesiástica, muitos sacerdotes, autoridades, amigos e familiares do novo Bispo. Presidida pelo Arcebispo Dom Hélio Adelar Rubert, da Arquidiocese de Santa Maria, a posse teve momento singular quando o Padre Sílvio Rockenbach (muitos devem lembrar-se dele quando Pároco de São Bonifácio nos anos 70) proclamou a Bula Pontífica de nomeação, em latim.
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A Diocese de Cachoeira do Sul, instalada em setembro de 1991, teve dois Bispos oriundos da Cátedra, não da Pastoral. O Primeiro, Dom Ângelo Domingos Salvador (já, agora, de cabelos brancos) é religioso da ordem dos Capuchinhos, intelectual, erudito e Professor. Em 2000 o Báculo foi confiado à Dom Irineu Silvio Wilges, também religioso, Franciscano, da Ordem dos Frades Menores (a mesma dos freis da Paróquia São Bonifácio). Foi elevado à Bispo com curta experiência paroquial. Antes sempre fora Professor, Reitor ou assessor para assuntos da formação. A partir deste domingo Dom Remídio José Bohn, 61 anos, assume a missão de “Mostrar a todos o Rosto de Cristo!” cumprindo o lema da Diocese. Ele é secular, isto é, tem formação religiosa a partir de uma Diocese. Sua formação e, também, a atividade pastoral foi toda realizada em Porto Alegre. É, qual seus antecessores, operário da messe da formação, pouco tendo atuado em missão. Agora, como pastor do rebanho católico da Terra Santa de Cachoeira do Sul, calçará as sandálias para caminhar com o povo. Seja Bem-vindo!

Dom Remidio recebendo o Báculo de Dom Irineu, na presença de Dom Adelar Ruberti (Foto: Gentileza do Fotógrafo Eduardo, de JE Mídia Visual - Cachoeira do Sul)
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Quando criei meu blog pensei comigo mesmo: Consumatum Est! Agora estou ao bordo da nau que me levará por todos os mares das redes sociais. Ingenuidade pura. Quem ainda dá importância para blog? Pois bem, lá vou eu na superação de mais uma barreira. Apoiado pelo amigo e consultor técnico da primeira e toda hora, Mauro Baptista Marques, mergulhei no Facebook. No perfil escrevi: Amigos, estou no Facebook, mesmo não sabendo muito bem o que isto significa. Entrei para me atualizar nas mídias sociais, pois um dia ainda quero poder me comunicar com os netos!! Pura verdade – quero netos (está bem, sem pressa) e quero poder falar de A para B com eles. Um avô careca, sim; careta, tomara que não!
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Sem mais, em meio ao turbilhão da vida, lhes desejo... Paz e Bem!

Coluna 106- publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 23FEV2012

Que a saúde se difunda sobre a terra (Eclo 38,8)

QUARESMA – Ontem foi Quarta-feira de Cinzas, terminou o Carnaval e se iniciou, para os cristãos, a Quaresma. A quaresma é o caminho que leva os cristãos ao encontro do Crucificado-ressuscitado. Caminho, porque processo existencial, mudança de vida, transformação da pessoa que recebeu a graça de ser discípulo-missionário. A oração, o jejum e a esmola indicam o processo de abertura necessária para os Filhos de Deus serem tocados pela grandeza da vida nova que nasce da cruz e da ressurreição. Atingidos por Ele e transformados n’Ele, os cristãos percebem que todas as realidades devem ser transformadas, para que todas as pessoas possam ter a vida plena do Reino.
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Neste tempo ideal de 40 dias, que antecede a Páscoa, Igreja Católica convida as pessoas de boa vontade para refletir sobre questões relevantes da vida e oferece subsídios para a abordagem madura, eficaz e responsável do tema proposto a cada ano. É a Campanha da Fraternidade. É precioso meio para a evangeliza­ção, retomando a pregação dos profetas, confirmada por Cristo, segundo a qual, a verdadeira penitência que agrada a Deus é repartir o pão com quem tem fome, dar de vestir ao maltrapilho, libertar os oprimidos, promover a todos. Em 2012 a reflexão se dá sobre a “Fraternidade e a Saúde Pública”, com o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra (Eclo 38,8).
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Desejando contribuir para uma tomada de consciência e atitude e por também me sentir desconfortável com a situação e da saúde pública no país e desejar melhorias, apresento trechos extraídos do documento elaborado pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, para embasar a abordagem. Ao partilhar estes extratos do Texto Base da CF2012 abro mão da reflexão pessoal e original, na certeza de ganho para a coluna e quem a lê.
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(22) Se é dever do Estado promover a saúde por meio de ações preventivas e oferecer um sistema de tratamento eficaz e digno a toda população, especialmente aos mais desprovidos de recursos, é, também, responsabilidade de cada família e cidadão assumir um estilo de viver que, por meio de hábitos saudáveis e de exames pre­ventivos, contribua para evitar as doenças. Se cabe ao Estado providenciar toda a assistência médica aos enfermos, cabe à fa­mília o acompanhamento dedicado e carinhoso aos seus que adoecem. A família, o Estado e a Igreja têm funções distintas, mas complementares no processo de tratamento de seus mem­bros adoecidos.
(14) ... saúde é afirmação da vida, em suas múltiplas incidências, e um direito fundamental que os Estados devem garantir. (...) “saú­de é um processo harmonioso de bem-estar físico, psíquico, social e espiritual, e não apenas a ausência de doença, processo que capacita o ser humano a cumprir a missão que Deus lhe destinou, de acordo com a etapa e a condição de vida em que se encontre”
(65) ... é possível extrair 5 temas pre­ocupantes para a saúde atualmente: doenças crônicas não trans­missíveis (doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, cân­ceres, doenças renais crônicas e outras); doenças transmissíveis (AIDS, tuberculose, hanseníase, influenzae ou gripe, dengue e ou­tras); fatores comportamentais de risco modificáveis (tabagismo, dislipidemias por consumo excessivo de gorduras saturadas de origem animal, obesidade, ingestão insuficiente de frutas e hor­taliças, inatividade física e sedentarismo); dependência química e uso crescente e disseminado de drogas lícitas e ilícitas (álcool, crack, oxi e outras); causas externas (acidentes e violências).
(134)... as recentes avaliações do Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde mostram que, apesar de problemas na qualidade do aten­dimento, mais da metade das pessoas atendidas pelo SUS ficam satisfeitas. As respostas negativas estão relacionadas ao tempo de espera nas filas, à ansiedade ou à tensão para ser atendido. É o conhecido problema da dificuldade de acesso aos serviços de saúde, de acolhimento e de atendimento no tempo adequado.
(135) Melhorar o atendimento no Sistema Público de Saúde Brasi­leiro e diminuir as reclamações em relação ao desrespeito e à dignidade humana, frente à vulnerabilidade do sofrimento e da doença, é um grande desafio ainda a ser enfrentado pelas au­toridades sanitárias brasileiras.
(137) Toda pessoa tem direito ao atendimento humanizado e acolhedor, realizado por profissionais qualificados, em ambiente limpo confortável e acessível a todos.
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A Quaresma (e nela a Campanha da Fraternidade) é tempo de recolhimento e reflexão. O texto básico pode ser obtido na Internet. Sua leitura é recomendável, sobretudo para quem tiver responsabilidades na Saúde Pública.
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Sem mais, em meio ao turbilhão da vida, lhes desejo... Paz e Bem!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Coluna 105- publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 15FEV2012

A vida é uma escola estamos nela para aprender. Problemas são apenas parte do currículo, que aparecem e se desvanecem, mas as lições que aprendemos perduram para a vida inteira

FAÇA-SE FELIZ E SINTA-SE COM SORTE – Lissi Bender Azambuja, santacruzense, Antropóloga Cultural e Professora do Departamento de Letras da UNISC, em recente comentário veiculado no programa a AHAI – A Hora Alemã Intercomunitária, produzido por Silvio Aloysio Rockenbach, versou sobre coisas que deixam as pessoas felizes. Defendeu que felicidade é um estado de espírito que deve ser cultivado pela própria pessoa, alimentando sentimentos que os pequenos detalhes do dia a dia despertam. O chimarrão em uma manhã fresca, a contemplação da natureza, a convivência entre as pessoas, um contemplativo silêncio, a existência do sacrossanto trabalho à dignificar a existência, uma bela canção ou a melodia preferida, a leitura que forma, informa e inspira. Em todas essas ações o protagonista maior é a pessoa. Nenhum fator externo contribui e nem o mau humor será capaz de esmaecer o sentir-se feliz que está intrínseco em tais percepções.
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O comentário da professora Lissi é apresentado em alemão e, nesse idioma ser feliz é traduzido como Glücklich sein. E, em versão literal, glücklich é estar com sorte. Assim, podemos alargar o horizonte do que seja felicidade, atribuindo a esta situação também uma porção de sorte. Sinta-se feliz e com sorte em poder viver as pequenas coisas da vida.
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Gosto do que fala a Professora Lissi Azambuja, tanto pelo conteúdo como pela qualidade de seu alemão. Ouço-a direto da Internet. É um bom exercício mental e com largo ganho cultural, que recomendo. O portal é WWW.brasilalemanha.com.br, link AHAI.
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Como temos amanhã o feriado de aniversário do Município e logo em seguida o Carnaval, proponho que colhamos estes dias para momentos pequenos que nos façam sentir felicidade e sorte. Como ferramenta, apresento um conjunto de ações e atitudes que poderão despertar para o ser feliz e ter sorte nestes e em todos os dias de 2012. Bebamos muita água; Façamos nosso café da manhã ser de rei, nosso almoço ser de príncipe e nosso jantar de pedinte; Comamos o que nasce nas árvores e plantas e menos comida produzida em fábricas; Vivamos com três E’s: Energia, Entusiasmo e Empatia; Arranjemos tempo para orar; Joguemos mais jogos (faz bem para a mente e é bom entretenimento); Leiamos mais livros do que no ano passado; Durante o dia sentemo-nos em silencio pelo menos 10, durmamos 7 horas, façamos caminhadas de 10 a 30 e, caminhando, sorriamos; Não comparemos nossa vida com a dos outros – não fazemos idéia de como é a caminhada deles; Não alimentemos pensamentos negativos, nem nos preocupemos em demasiado com coisas que estão fora de nosso controle; Não nos excedamos. Mantenhamo-nos dentro dos limites; Não sejamos demasiado sérios; Não desperdicemos energia em fofocas; Sonhemos mais; Não percamos tempo com inveja. Temos tudo o que necessitamos; Não odiemos – a vida é muito curta para isto; Façamos as pazes com nosso passado para não estragar o presente; Tenhamos consciência de que a vida é uma escola e que estamos nela para aprender. Problemas são apenas parte do currículo, que aparecem e se desvanecem como uma aula de matemática, mas as lições que aprendemos perduram para a vida inteira; Sorriamos mais e demos mais gargalhadas; Não queiramos ganhar todas as discussões. Aceitemos também as discordâncias; Demos algo de bom aos outros, diariamente; Não nos preocupemos demasiado com o que os outros pensam de nós. Sobre este sentimento não temos controle; Saibamos que nosso trabalho não tomará conta de nós quanto estivermos doentes. Quem fará isto será a família e os amigos. Portanto, alimentemos nossas relações.  
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Feriado e Carnaval. Tempo bom para assumir uma melhor condição de vida.
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Sem mais, em meio ao turbilhão da vida, lhes desejo... Paz e Bem!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Coluna 104- publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 8FEV2012

Uso nivelar tudo pelo dinheiro por ser este, para tantos, o fator decisivo em uma eleição

UMA ELEIÇÃO POR CENTO E VINTE MIL – Quando um inconteste líder político de Agudo é questionado sobre as eleições de outubro, na esperança de que revele ingredientes da receita de sua bem sucedida carreira política, responde, sem meia palavra: para ser candidato tem que ter 120 mil no bolso. Quem tem e estiver disposto a investir pode ser candidato; caso contrário não sustenta a campanha. Proposta e partido pouco interessam – tem que ter 120 mil. Nome e histórico de vida são irrelevantes – tem que ter 120 mil para torrar. O que já fez e o que se propõe a fazer quem lembra ou quer saber (?) – tem que querer ou poder gastar 120 maços de Garoupas!
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Motivado a escrever sobre as eleições de 7 de outubro permito-me tomar como premissa verdadeira para esse pleito a necessidade de se ter 120 mil reais para investir. Não jogo a toalha para a importância da capacidade individual, da estrutura partidária, da tradição do nome, do programa de governo que venha a ser pautado; não me dou por vencido do poder do marketing, para a empatia, a capacidade de relacionamento, o currículo e para outros tantos quesitos que são (ou deveriam ser) levados em conta na cotação de quem se apresenta como candidato majoritário. Uso nivelar tudo pelo dinheiro por ser este, para tantos, o fator decisivo em uma eleição.
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Quem é que já morando em Agudo (1) (cá estou eu insistindo em afirmar que quem será empossado Prefeito no Ano-Novo de 2013 já habita o Torrão Amigo, mas é lógico até por questão legal de domicílio) é filiado a um partido político (2), tem disposição de concorrer ao cargo (3), tem 120 mil disponíveis (4) e se propõe a investir esta grana no empreendimento Eleições 2012 S. A. (5)? Quem?
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Candidatos pé de chinelo – fiquem em casa, não desperdicem seu tempo. O que vocês pensam e se propõem a fazer como gestores públicos pode até ter nexo, ser importante, pode até dar certo mas ... lamento, você já perdeu antes mesmo da largada. Será melhor que saia da frente e deixe o cardume de Garoupas passar!
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Em coluna passada abordei a mudança que ocorrerá no Museu Histórico Pastor Rudolf Brauer, onde o Professor Werlang já não mais atende e a futura designada deverá assumir depois das férias do magistério municipal. Hoje anoto mais uma estrutura que sentirá um solavanco nos próximos dias, por conta da decisão de seu dirigente, que resolveu tomar novos ares. O Atlético Clube Avenida ficará acéfalo, pois seu Presidente, Darlan Sérgio Schiefelbein, produziu um consenso familiar e ele mais a Carla e o Augusto carregam mala, cuia e a cachorrada de estimação (não sei se tem) e mudam-se para Teutônia ainda em fevereiro. Além de deixar o cargo de Presidente, quase treinador, conselheiro, cozinheiro, um pouco pai/mãe da gurizada, roupeiro, despertador, apaziguador, psicólogo e até meio médico, pedreiro e um tanto engenheiro Darlan Sérgio levará consigo o entusiasmo que lhe é marca registrada. Não há, hoje, no meio esportivo de Agudo (e haverá na região toda?) alguém com o entusiasmo e a dedicação integral que ele devocionou ao Avenida? Limitado apenas ao correto e ao decente, ele e seu parceiro Mainardi fizeram bela a trajetória do time da baixada nos últimos anos. Seu empenho não encontrou barreira. Em momento algum me foi difícil sentir, mesmo não gravitando no meio esportivo, a alegria e a emoção das conquistas e as lições dos reveses dos meninos. O magrela, grande homem, expressava com o olhar o que o coração sentia.
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Retira-se para outra etapa da vida. Percebeu ser chegado o momento de olhar o mundo por outro ângulo. Aqui ficando não se desvencilharia jamais do fardo de ser liderança desportiva. Teutônia é perto ... e lá tem a Lagoa da Harmonia, que todos deviam conhecer. Mais um motivo.
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Sem mais, no meio do turbilhão da vida, lhes desejo... Paz e Bem!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Coluna 103- publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 1FEV2012

A cada um cabe decidir se em 2012 viverá 366 dias ou se viverá 366 vezes o mesmo dia.

ENTUSIASMO E HUMOR – O mau humor faz mal para a saúde do indivíduo. Mas faz muito mais mal ainda para o ambiente de convívio. Dias atrás circulei na cidade de manhã bem cedinho como, aliás, faço ordinariamente já há mais de 35 anos. Mas, estando de férias, o itinerário não foi o habitual e as pessoas com quem me encontrei também não foram as de sempre. Percebi um outro Agudo. Cruzes! Quanto mau humor! Quanta gente iniciando o dia com uma nuvem preta sobre a cabeça. Caminhar rápido, olhar cabisbaixo, o Bom Dia apenas balbuciado, pró forma; pouco ou nenhum sorriso. Para não ser contagiado me refugiei no carro a escutar rádio enquanto esperava que abrisse as portas o empreendimento que procurava. No dial também nada de muito interessante para quem não foi destinatário de abraço ou recado pessoal. Não adiantou. A meu lado estacionou um carro e dele saíram duas pessoas, sócias de um bom e bonito negócio da cidade. Bom Dia, saudei-as. Responderam: Bom Dia. Mas imaginem um cumprimento sem graça, grave, suspeito até com ainda mau hálito. De férias (?), perguntou a mais próxima. Sim, assenti. Privilegiado, ouvi como resposta. Mas eu trabalho e, por esta razão, como você, adquiri o direito a dias de descanso, como você também poderia e deveria se permitir, discursei. É, mas não é fácil (a clássica resposta de quem olha para a vida com a lente da desilusão). Eu tenho que cuidar da firma, me respondeu. Vocês são duas pessoas. Façam rodízio e, cada uma, toma alguns dias para si, argumentei. Não fui feliz, pois já atravessavam a rua, abriram as portas da loja e na vitrine expuseram a amargura de “ter que cuidar da firma”.
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O diálogo sintetizado não é ficção para manter a atenção, tendo se dado em bem movimentado ponto central da cidade. Menciono-o para ilustrar o quanto me chamou a atenção o nível de disposição com que muitas pessoas começam seu dia.
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É natural as pessoas serem acometidas de preocupações que desafiam e que franzem a testa, fazendo sisudo o semblante. Ninguém precisa começar o dia com cara de bobo alegre, sem causa, confundindo otimismo com inconsequência. No entanto e apesar das vicissitudes que o dia a dia pode oferecer, começar o dia com entusiasmo, reconhecendo que todos estamos no mesmo barco e que este só vai para frente se remarmos em cadência, isto faz a diferença.
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Nada custa um sorriso, um Bom Dia expresso também com o olhar. Fica mais leve viver com entusiasmo e com a consciência de que de cada um depende o êxito de sua jornada e da jornada coletiva da comunidade.
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A propósito ouvi na segunda-feira à noite, o Professor, Antropólogo e palestrante Luiz Marins a lição de que a cada um cabe decidir se em 2012 viverá 366 dias ou se viverá 366 vezes o mesmo dia.

Das levezas de verão, onde ainda sobrar sombra ou se travesseiro e leitura combinarem, faz muito bem para o crescimento pessoal ler O 8º hábito – da Eficácia à Grandeza, de Stephen Covey, autor da renomada obra Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes. No livro o autor dá ferramentas de desenvolvimento da pessoa integral (corpo, mente, coração e espírito), despertando-a para atender o que menciona serem as quatro necessidades básicas (viver, prender, amar e deixar um legado), desafiando quatro inteligências ou capacidades (físicas, mental, emocional e espiritual) e suas manifestações mais elevadas (disciplina, visão, paixão e consciência). Com calma e nas mais de 300 páginas tudo é didaticamente apresentado. Leitura que exige atenção e certa concentração, o livro abre um grande horizonte, com entusiasmo.
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Amanhã à noite mais uma celebração de Nossa Senhora dos Navegantes, da Paróquia São José, de Dona Francisca. A caminhada luminosa deverá atrair muitas pessoas e um só pedido à Nossa Senhora dos Navegantes e Mãe do Redentor – que mande água em forma de chuva, para aplacar a terrível seca que vive o Rio Grande do Sul. Lá estarei para rezar, para ter momento de contemplação espiritual, buscar a bênção de São Brás e, também, para conferir se houve evolução na organização e na estrutura, deficiências notadas nas edições anteriores.
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Sem mais, no meio do turbilhão da vida, lhes desejo... Paz e Bem!