terça-feira, 2 de agosto de 2011

Coluna 79 - publicada no jornal Correio Agudense - edição de 3AGO2011

Nenhum dos dois clubes seria capaz de implementar sozinho seus projetos. Contaram com o apoio, o incentivo e a crítica da comunidade

SOZINHO NÃO SOU NINGUÉM; AGRADEÇO A VOCÊ TAMBÉM. VOCÊ QUE ME INCENTIVOU, VOCÊ QUE ME CRITICOU! Este trecho da canção “A meu pai agradeço” escrita por Pelé (sim, Edson Arantes tem os créditos da letra) e interpretada por Moacyr Franco, baliza a abordagem que faço do atual momento dos dois Clubes de Serviço de Agudo – o Lions e o Rotary. Acompanhando as atividades destas estruturas de trabalho desinteressado em favor da comunidade, atuando em uma delas e sentindo o entusiasmo com que nelas se assume o ser/agir/fazer/servir, sinto que este espaço será útil para propagar ainda melhor e mais as já conhecidas ações que rotarianos e leões agudenses assumem, em benefício desta terra e de sua gente.
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Registra a história de Agudo ter o Lions Clube sido fundamental na arregimentação da comunidade para a consecução do atual prédio do Hospital Agudo. É possível imaginar como foi árduo para a sociedade civil assumir um empreendimento desta magnitude, lá na década de 60/70 do século passado, com as limitações e carências da época. Agudo inteiro ajudou, é verdade. No entanto, a capitania das ações e as grandes responsabilidades foram assumidas por membros do Lions Clube – então também ainda clube de juba pequena, pois que fundado em 1967.
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No início dos anos 80, também do século XX,  os anais de Agudo acusam o trabalho do Rotary para Agudo ter a primeira ambulância. Representando a Rádio Agudo, onde trabalhava, participei do lançamento da campanha e, entrevistando os seguidores de Paul Harris daqui, conheci o significado real do entusiasmo por  uma causa nobre. Agudo não mais podia prescindir de uma ambulância. Hoje isto parece risível. Mas trinta anos atrás isso foi uma odisséia. Para Agudo uma realidade, para a região ainda uma miragem. Agudo ajudou, mas foi dos rotarianos o desprendimento e o empenho. A propósito desta campanha, confesso uma magnífica gafe. Nilo Fernandes Pötter, rotariano sem medida, com brilho no olhar apresentava a todos a flamante Caravan branca, zero km, equipada. Repórter metido não me contive em apontar um defeito que encontrara – a palavra ambulância estava grafada invertida, disse. O Nilo, pacientemente (e olhe que paciência não era sua característica mais marcante) estacionou seu carro à frente e pediu que eu lesse a escrita pelo retrovisor. Aprendi ligeiro que primeiro devo estudar para só depois se meter a opinar.
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De volta ao presente, menciono a gestão da Associação Beneficente Amor Perfeito, mantenedora do Abrigo Transitório Amor Perfeito e o projeto Bombeiros Voluntários, onde Lions e Rotary mostram grandiosidade de propósito e visão utilitária. Na administração do Abrigo Amor Perfeito membros do Lions Clube se doam e partilham com rotarianos as tarefas de tornar viável à que uma estrutura com aparente frieza estrutural, se assemelhe a um lar para acolher crianças e jovens que carecem, sobretudo, de acalanto e afeto e do comer e vestir, quando suas famílias não lhes podem suprir estas carências básicas. Os Bombeiros Voluntários é iniciativa concebida e implementada no Rotary – onde em anos passados, também nasceu a campanha para o primeiro carro de combate a incêndio de Agudo. Este grupo oferece um mínimo de tranquilidade à população que vivia a angústia de se saber inerte ante um sinistro, onde a ação planejada, pronta e eficiente pode salvar vidas e patrimônio.
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Postos estes argumentos, entendo já estar compreendido o porquê daquele trecho de música no início da coluna. Nenhum dos dois clubes seria capaz de implementar sozinho seus projetos. Em todas as iniciativas contaram com o apoio, o incentivo e a crítica da comunidade. Você, que me estimula com sua leitura, se foi abordado ajudou, tenho certeza. Agudo apoiou, o Poder Público foi e é parceiro de primeira grandeza; a população incentivou, chamou à reflexão e, convicta do mérito, ombreou tarefas e granjeou recursos.
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Em Agudo isto é possível, graças a Deus e ao povo deste Torrão.
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Paz e Bem.

Coluna 78 - publicada no jornal Correio Agudense - edição de 27JUL2011

Agudo haverá de ter um bom cidadão, sem mérito de gênero, para governá-lo. .. e ele já está em Agudo.

POLÍTICOS – Na coluna da semana passada citei cinco políticos – assim considerados, pelo menos, por serem filiados a um partido – que podem concorrer para prefeito em 2012. Avanço na listagem. VILSON DIAS – vereador que, ao final desta legislatura, será o parlamentar com mais mandatos e tempo de vereança. Adquiriu embocadura sobre gestão pública pelo convívio com o meio. Zeloso de sua carreira política e profissional, cuida de manter intacta a imagem perante o eleitor, na sempre bem fertilizada lavoura de votos – o rádio. Em eleições passadas já foi lembrado para o pleito majoritário. Preferiu assegurar-se na câmara, onde sabe ter desenvoltura de sobra. Em mais de um momento nos últimos anos comentou-se que poderia trocar seu PP pelo PMDB. A prova de que a ficha no PMDB pode até já estar preenchida está no fato de ter o Vereador Luxinho – assim é conhecido, embora não seja seu nome parlamentar – estar nomeado Líder de Governo do governo PMDB/PDT, superando, na preferência do Prefeito Ari AA ,os cinco vereadores da bancada governista. Embora tenha declinado da indicação, o prefeito não a retirou. Há quem diga que tudo não passa de jogo para manter o nome na mídia, pois que no PP estaria acertado que ele será vice seu colega de bancada em uma chapa puro sangue progressista. A janela da troca de partido para a eleição de 2012 fecha em outubro próximo. Portanto, aguardemos o passar dos dias e noites. IVO DARCILO JANN, militar da reserva e empresário da construção civil, já teve momentos de maior entusiasmo quando o assunto era eleição. Nas últimas duas corridas às urnas foi cogitado por mais de um partido. Não tenho certeza de que esteja filiado a um partido. Já foi do PDT. Seu temperamento forte impactaria na campanha, sem dúvida. Como gestor adota princípios da caserna. Deixou isto claro em recente discurso de lançamento de um empreendimento. Interlocutores próximos dizem que o Jann da Construtora não pensa mais em carreira pública, preferindo a atividade empresarial. LAURO REINOLDO REETZ, ex-vereador e ex-prefeito – o primeiro a reeleger-se (antes a lei vetava a possibilidade). Foi o que ganhou eleição com a maior e, também, com a menor diferença de votos. Da lavoura para a Câmara e, somando títulos de padrinho de entidade, patrocínios, fala fácil e identificada com o povo rural, fez-se chefe do Poder Executivo em 1996 e em 2000. Saiu do Centro Administrativo, atravessou a Theodoro Woldt (a talvez mais estreita rua da cidade) e se alojou no Sindicato Rural, que preside em sucessão de mandatos. É o literal dono de seu partido, o DEM, embora na última convenção o tivessem apeado do cargo de Presidente, o que ainda não se confirma. Foi candidato derrotado na última eleição, usando, como lastro, seus oito anos de mandato onde, segundo sua versão, tudo aconteceu – foi o Gênese de Agudo. Tem legitimidade para concorrer e, quem sabe, sonhe em novamente atravessar a ruela ao lado do Centro Administrativo. Pessoas próximas dizem que está recebendo propostas para concorrer à câmara, onde teria cadeira e tribuna asseguradas. DORI LAURA MÜLLER PAUL. Ela estaria articulando formar diretório de um novo partido, onde reuniria descontentes e evadidos de outros, e não atuantes, para se viabilizar politicamente aproveitando o patrimônio político acumulado nos muitos anos de militância. Foi a única mulher a concorrer a Prefeito em Agudo, lá em 1976, pelo MDB, quando três perderam para um. Concorrendo em sub-legenda, Dori Paul, Hasso Harras Bräunig e Armando Goltz foram derrotados por Pedro Schorn. A política partidária está em seu DNA. Arrumou boas polêmicas com os prefeitos, a favor e contrários, pois, como servidora pública sempre foi próxima do gabinete. Diz ainda ter juventude suficiente e já ter a maturidade necessária para discursar em causa própria, para aplauso e voto de um fiel eleitorado de então e de hoje.
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Ao longo dos últimos vinte anos mais nomes foram cogitados, alguns com mais viabilidade e motivação, outros com menores chances o que sequer admitam conjecturar. Reacendo a memória citando-os, por ordem alfabética, para não ferir suscetibilidades: Ademir Kesseler, Ari Carlinhos Jaeger, Hasso Harras Bräunig, Hilberto Heinz Schiefelbein, Moisés Killian (Vereador Foguinho)... Tem mais? É possível. Aliás, é provável. Pode não ser nenhum dos citados; pode ser mais de um a concorrer.
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A política é a atividade humana através da qual os cidadãos pretendem governar a ação do Estado em benefício da sociedade. O processo de tomada de posições para o alcance desses objetivos é orientado ideologicamente – daí o concurso via partido polítco. Agudo haverá de ter um bom cidadão, sem mérito de gênero, para governá-lo... e ele já está em Agudo.
  
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Paz e Bem.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Coluna 77 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 20JUL2011

Centrando a atenção nos seis partidos existentes, deduzo que apenas cinco estarão nas urnas no próximo ano.


POLÍTICA – Está decidido, vou escrever mais de setecentas palavras sobre a política agudense. Far-lo-ei (mesóclise chique, mais parece vocabulário do ex-presidente Jânio Quadros) pois do mesmo o assunto gravitará na ExpoVolks, alimentado por quem quer ver armado o picadeiro do circo eleitoral.
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Agudo tem seis partidos com registro hábil no TRE. Pela ordem de número de filiados o maior é o PP, com 346 fichados, entre ativos, cancelados, inativos, etc. Segue o PMDB com 339, o PDT, com 205 almas, o DEM, que tem 153, o PSDB, cujo ninho abriga 100 tucanos e, na lanterna o PTB com 70 trabalhistas de Vargas (ou órfãos do Zambiazi). Ainda consta haver o PR com sete filiados, mas somente quatro ativos, o que torna o inconsistente; o PRP, o PRB e o PHS, que tem um filiado cada.
Chama a atenção não constar o registro do PT. Em cada eleição penso que o partido de Lula e Dilma inaugure sua bancada na câmara do Torrão Amigo. No entanto, a informação do TRE me leva a concluir que ainda não será em 2012.
Centrando a atenção nos seis partidos existentes, deduzo que apenas cinco – aqueles que hoje têm bancada na câmara – estarão nas urnas no próximo ano. E estes se mostrarão com os nomes que conseguirem incluir na listagem que estiver homologada até o dia 7 de outubro próximo – um ano antes do pleito.
Nos bastidores os dirigentes devem estar aproveitando as frias noites de inverno para as articulações e maquinações, longe de olhares curiosos e censuras. Estas negociações, que fazem parte do jogo, podem resultar em acordos e coligações; podem também não passar de blefe. O que vem a público é filtrado e meticulosamente estudado. Cada declaração é uma flecha com alvo certo.
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Quem deverá concorrer ao paço municipal? Correndo o risco de fazer um grande fiasco e ser completamente desmentido pelos fatos que sobrevirão, arrisco palpitar. As pessoas que vou mencionar não pediram e não proibiram a citação de seus nomes. Não foram sequer consultadas. Cito-as por observar que reagem com simpatia às insinuações que correm na opinião pública. Parece que seus egos cintilam com a ideia. Primeiro as damas, certo?! Naedy Wrasse, do PSDB, já lembrada em pleitos passados, ex-vice-Prefeita e ex-vereadora, admite ser candidata. Não esconde nem desconversa que sua foto poderá estar na urna eletrônica. Teria declarado a amigos que é chegada sua vez e que está motivada para o concurso. Ari Alves da Anunciação está fora do páreo, pois cumpre o segundo mandato consecutivo. Depois de cinco vezes eleger-se Prefeito de Agudo, seus quase conterrâneos de Paraíso do Sul (ele tem terras em Capão Grande, naquele município) manifestam, por importantes lideres paraisenses, que ele poderia transferir o domicílio eleitoral e disputar a próxima eleição pelo PMDB de lá. Muito improvável. Não passa de um devaneio sem consequência. Rui Milbradt, vereador do PP em primeiro mandato e candidato derrotado ao executivo em 2004, conta com o apoio do partido (será mesmo?) e de segmentos indecisos e/ou descontentes para chegar ao tabuão amarelo (cor do piso do gabinete). Ouviu-se dele que está reciclando alguns conceitos e projetos de vida. Pode-se deduzir que esteja priorizando o plano político. Mário Edgar Lüdtke, do PDT. Estando satisfeitas algumas condições que o impediam de pensar no assunto – formou seus três filhos em medicina e aposentou-se formalmente no início deste ano – há quem diga que finalmente os agudenses poderão confirmar o que vem sendo cogitado – o Doutor Mário será candidato. Paulo Unfer, também do PDT e também já candidato ao cargo, em 2004. Sequer admite falar do assunto. Mas como em política o primeiro indicativo de sim é um sonoro não, fica no ar. Na coligação que governa Agudo desde 2005 seria dele a vaga, se esta união perdurar. O PMDB pode apostar fichas no vereador Valério Trebien. Entendo que fazê-lo Secretário da Saúde foi uma manobra mais política do que técnica, para dar-lhe visibilidade. Se for estará preenchendo a vaga que estava reservada ao Vice-Prefeito Hilberto Boeck, que Agudo pranteou em janeiro de 2010, vitimado pela grande enchente.
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Terminou o espaço, mas não terminou o assunto. Mais nomes virão em próximas edições. Hoje, já tendo escrito mais de setecentos e trinta palavras, valho-me de mais algumas poucas para desejar a todos muita alegria nos dias da 18.ª edição de Ein Volksfest in Agudo!
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Paz e Bem.

Coluna 76 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 13JUL2011

O Brasil, nosso torrão e nossa vida não tem mais lugar para com quem não tiver disposição de um mínimo de edificação intelectual, espiritual, comportamental e também técnica

CONHECER PARA AMAR – “Jamais nos cansaremos de repetir: é preciso elevar nosso nível intelectual e espiritual, aprofundar nossos conhecimentos, principalmente os que dizem respeito ao meio em que vivemos, ao torrão natal, à cidade que nos alberga. Conheçamos seus segredos, a tradição e as lendas que engalanaram suas ruas, as vidas e feitos dos que lhes emprestaram seus nomes, a história das casas onde moramos, muitas das quais foram berço de grandes homens ou cenário dos episódios imorredouros que são o orgulho de nossa região. Conheçamos isso tudo porque assim, mergulhando um pouco em nosso povo e em nossa cidade, amaremos ainda mais nossa Pátria e nossos compatriotas.” Este texto não é um arroubo de inspiração pessoal. Transcrevo-o da obra Pantaleón e as Visitadoras, do escritor peruano Mario Vargas Llosa, onde é o comentário de abertura do programa de rádio A voz do Sinchi, que conta as novidades de Iquitos para toda a Amazônia peruana. Chamou-me a atenção e conclui que deveria partilhá-lo. O argumento do personagem, o jornalista Germán Láudano Rosales, é consistente, convenhamos. É preciso elevar nosso nível intelectual e espiritual... mergulhando um pouco em nosso povo... amaremos ainda mais nossa Pátria. Este deveria ser nosso propósito. O Brasil, nosso torrão e nossa vida não tem mais lugar – e em pouco sequer terá tolerância – para com quem não tiver disposição de um mínimo de edificação intelectual, espiritual, comportamental e também técnica. Deus foi tão generoso, dotando a cada um com potencial e talento que, qual uma vela, não devem ser escondidos, deixados debaixo da mesa, onde não alumiam nada e ninguém. 
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CONQUISTAS para Agudo sempre são festejadas. Junto com o protocolo que faz nosso hospital ser referência regional em otorrino, mais outra conquista poderá ser anunciada. Dia 30 de junho o Prefeito Ari AA, o ex-prefeito Ari CJ e o Presidente da Acisa tiveram audiência na Junta Comercial do Rio Grande do Sul. O resultado do encontro deixou os agudenses entusiasmados com a perspectiva de poder anunciar, em pouco, a instalação, em Agudo, de um serviço público com jurisdição regional. Os argumentos são consistentes. Vamos esperar.
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Mais uma construção ganhará a paisagem do centro da cidade. É de tal perfil que o empreendedor terá que mudar de mala e cuia, pois nem a casa onde mora ficará de pé. Alegra muito ver o entusiasmo da família. A metade do andar térreo já tem locatário. Onde hoje estacionam carros deverá ser instalado um cofre. Chega... sem mais pistas. Esperemos, logo, logo, saberemos.
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Na coluna da semana passada, temendo pecar pelo exagero, quando aludi às baixas temperaturas que fazia, troquei, no último minuto, a expressão ‘glacial’ por ‘frio danado’. Qual minha surpresa, na quarta – mesmo dia em que circulou o CA – os jornais da capital empregaram justamente este adjetivo para referir a temperatura no sul do Brasil. Toma! Quando o zelo se associa a pudores exagerados e ao medo se perde oportunidades de ser original. Agora dizer que o frio era de tal adjetivo perdeu a graça.
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Certa vez, nesta mesma coluna lamentei, parecendo birra de criança mimada, não mais poder voar de Varig, um sonho de todo gaúcho. Pois na quarta-feira da semana passada finalmente fiz minha primeira viagem de avião. Sabem o que aconteceu?  Na sexta-feira a empresa foi vendida! Tenho sina com empresa aérea?
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O Deputado Federal gaúcho Alceu Moreira é conhecido pela capacidade verbal. Ele argumenta com muita facilidade. Em 2007, durante os festejos dos 150 anos da Colônia Santo Ângelo, fez dois discursos exuberantes sobre a germanidade e a imigração, mostrando ecletismo e domar o tema, ou tê-lo estudado. Agora, em Brasília, como presidente da Frente Parlamentar Pré-sal fez valer sua verve em defesa da partilha dos royalties para todos, acabando com a definição de estado produtor e não produtor de petróleo. Disse: “O petróleo é extraído e está no mar (sic). Por um acaso o Rio de Janeiro é produtor de peixe?” Boa síntese para compreender que o petróleo é de todos os brasileiros.
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Paz e Bem.

Coluna 75 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 6JUL2011



TRÂNSITO É PROBLEMA NOSSO e (con)viver nele é questão de sobrevivência e exige civilidade. O trânsito abrevia cada vez mais vidas. A estupidez da morte e a conseqüência das sequelas de quem é atingido, seja sobrevivente ao fato ou familiar de quem falece, marcam pessoas, famílias e a sociedade. A realidade que se escancara, mudando radicalmente o curso das coisas, abortando sonhos e projetos é causa de muitas derrotas no jogo da vida. A repercussão nos planos psicológico, emocional, econômico e jurídico é forte.
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Esta realidade não é somente brasileira. A evolução econômica dos povos, aliada ao forte apelo pelo automóvel – meio de deslocamento necessário e vital, admitamos – faz com que as vias de tráfego estejam cada vez mais cheias, expondo os usuários a mais acidentes. Portanto, com exceções, dividimos esta estatística com mais países.
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A Organização Mundial da Saúde – OMS, um dos órgãos da Organização das Nações Unidas, concluindo que a situação ameaça a integridade do ser humano e afeta a economia, lançou a Década de Segurança no Trânsito. A fundamentação da campanha consta nos portais dos organismos envolvidos. Também o Detran gaúcho faz destaque. Por ser recorrente minha preocupação com o trânsito, apresento a síntese de como o governo gaúcho, via Detran argumenta a adesão ao propósito da OMS. ‘O trânsito transformou-se em uma questão de saúde pública. O número de vítimas de ocorrências em avenidas e estradas já supera o de diversas doenças famosas em grandes áreas do planeta, caracterizando uma verdadeira epidemia em que o inimigo não é nenhum vírus exótico, nenhuma superbactéria, mas algo muito mais difícil de atingir: comportamentos agressivos, de risco ou simplesmente inadequados, solidamente enraizados na mente dos condutores. A Organização Mundial da Saúde, braço da ONU, entende que o problema é grande demais para ser solucionado isoladamente por qualquer entidade, órgão ou autoridade. Por essa razão, esta conclamando todos a participar de um esforço conjunto para a redução dos índices. Naturalmente, não é possível alcançar resultados palpáveis em curto prazo. Por isso, a OMS lançou um plano de ação que abrange toda a nova década que está se iniciando. De 2011 a 2020, a proposta é reduzir as mortes no trânsito, o número de feridos e de sequelados em 50%, em todo o mundo. ’
Segue o órgão de trânsito gaúcho: ‘O Detran/RS recebeu de braços abertos essa proposta, em tudo coerente com o trabalho já desenvolvido pela Autarquia no Rio Grande do Sul. Ainda em novembro de 2010, uniu forças com o Ministério Público do Estado para evoluir uma agenda de ações, conclamando toda a sociedade a participar. O trabalho está sendo desenvolvido por uma ampla gama de entidades. O grupo formado, sob a coordenação do Detran/RS, está gerando e analisando uma série de propostas vindas de todo o Estado. As sugestões estão sendo organizadas segundo os cinco pilares básicos propostos pela ONU: 1. Fortalecimento da gestão da segurança no trânsito; 2. Infraestrutura viária adequada; 3. Segurança veicular; 4. Comportamento e segurança dos usuários; 5. Atendimento ao trauma, assistência pré-hospitalar, hospitalar e reabilitação.’
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Como bem sabemos os governos atuam inserindo todas as instâncias – compreendido, sobretudo, o Município – e a sociedade toda, aguardemos. Medidas virão que colocarão a todos no desfile da segurança no ir e vir. Repito o que escrevi na abertura: Trânsito é problema nosso e (con)viver nele é questão de sobrevivência e exige civilidade!
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Deve ficar consignado para relembrar mais tarde. Esta semana está fazendo um frio danado. Ainda bem que fomos todos avisados. Dói saber que muitos corpos sentem este friozão como navalha, pela falta do mínimo em abrigo, roupa e nutrição.
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Paz e Bem.


O número de vítimas de ocorrências em avenidas e estradas já supera o de diversas doenças famosas em grandes áreas do planeta, caracterizando uma verdadeira epidemia (...)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Coluna 74 - publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 29JUN2011

O convívio simultâneo de pedestres, ciclistas, motoqueiros, motoristas de automóveis, ônibus e caminhões em um mesmo espaço de trânsito trás risco iminente a todos.

RISCO – Estamos dispostos a tal? Eu estou. Corro o risco de não ser lido até o final da coluna. O que fazer. Não posso me elidir. Não posso parar no meio do caminho. Todos corremos riscos, estejamos conscientes disto ou não. Sejam eles medidos, evitáveis, previsíveis ou não, ao longo das horas, dos dias, dos anos, da vida, não escapamos.
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No dicionário risco é a possibilidade de perigo capaz de ameaçar alguém ou alguma coisa. Trata-se de uma definição pura, quase matemática e previsível.
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O risco e suas implicações. Esta abordagem consta no livro ‘Correndo o risco: uma introdução aos riscos em saúde’ (Editora Fiocruz, 2010) escrito por Luis D. Castiel, Maria C. R, Guilam e Marcos S. Ferreira. Preconizam os autores que quando se trata de saúde vale dizer que se está tratando de vida humana e esta não tem a segurança da probabilidade e da estatística. Em saúde o risco difere de um indivíduo para outro, segundo a suscetibilidade e a capacidade de resposta ao fator de risco à que se expõe.
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Para exemplificar trago uma situação recorrente: já há mais de uma década o trecho Cerro Chato-Agudo da Rodovia do Imigrante é meu itinerário diário para o trabalho e para as demais demandas na cidade. Faço-o de carro, normalmente à luz do dia, mas, também, à noite. Tenho, assim, com esta via de trânsito ligação mui próxima e constante. Percebo-lhe a dinâmica. O convívio simultâneo de pedestres, ciclistas, motoqueiros, motoristas de automóveis, ônibus e caminhões em um mesmo espaço de trânsito trás risco iminente a todos. Ser atropelado – este é o maior, atropelar alguém, capotar por trafegar em velocidade incompatível com a pista, tudo isto pode acontecer. Em outra situação, que não tem relação tão direta com a convivência na rodovia, mas sim com seu uso, está a possibilidade de ser multado ou ter o veículo retido se a autoridade policial flagrar incompletude na documentação do motorista ou do veículo ou se um componente essencial não existir ou estiver avariado.
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Todas as situações antes descritas se amoldam à definição de risco. Podemos diminuir ou até anular a probabilidade de que venhamos a ser atingidos ou vitimados por um dos fatores de ameaça. No entanto a possibilidade estará sempre presente. É só pensar um pouco. CNH vigente, IPVA pago. Em tese tudo estará correto, desde que não sejam esquecidos em casa. Não portá-los é o risco de multa que corremos.
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Pensado sob o prisma da saúde a RS-348 mostra situações de risco que entendo serem evitáveis. Trafegar em velocidade não compatível expõe o motorista a risco calculado e previsível e aos demais co-usuários a risco não previsível nem calculado de serem atingidos pela tresloucada e deliberada ação . Com sorte passará incólume, mas a possibilidade de não fazer a curva é real. Outro fator evitável é trafegar de bicicleta na chuva. Por si só, dada a diminuição da visibilidade já é um risco, que se agrava se o ciclista não se proteger. Pode ficar doente e não poder trabalhar; sem trabalho ficar sem renda, expondo a si e a quem dele depender ao risco de desabastecimento e a faltar o essencial. Como sobrecarga desta exposição assumida ao risco aparece o sistema público de saúde que provavelmente suportará o tratamento, e o organismo, debilitado, estará suscetível a outras agravantes.
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O tema não se esgota. A vinculação do risco com a adrenalina, com o prazer. O risco como fator de estímulo de mercado. São todas nuances que são consideradas.
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Para arremate um grande risco que correm todos os viventes – de serem felizes! Arrisquemo-nos nesta onda!  
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Paz e Bem.

Coluna 73 - publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 22JUN2011

Jovem, você terá voz e vez e, se botar a boca no trombone, é capaz de dar sinfonia.

JOVEM, um novo canal de diálogo se abre para você – e não é Twiter, e não é Facebook e não é Orkut. Jovem, você terá voz e vez e, se botar a boca no trombone, é capaz de dar sinfonia. O governo brasileiro fará realizar Conferências da Juventude municipais, estaduais e nacional, com o propósito de levantar o que pensa e como pensa, o que tem a oferecer e o que espera receber da sociedade e dos governos esta massa humana tão espontânea, autentica, contraditória e dinâmica.
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É da essência da organização do Estado brasileiro – e nisso não difere das demais nações – que os direitos, os deveres, quando não até as conquistas e os programas de atenção e atendimento de um segmento social seja concebidos para ele, pelo governo. O diferente e mais legítimo seria que o debate se desse pelo segmento e com o governo. E é justamente com esta intenção que se instalam estes canais de debate e levantamento de dados – saber do jovem como ele sente que o seu governo e a sua gente lhe vê e como possam ser atendidas suas aspirações.
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O jovem é mais do que apenas aquele brasileiro em idade de receber formação nos bancos escolares e universitários; ele é alguém para além de ser consumidor alvo do caleidoscópio da moda, da tecnologia, da arte descartável, do entretenimento descompromissado; ele é uma mente que pensa e sente um espírito que embala e anima, dentro de corpos sarados, quase sempre belos e sensuais. O jovem é um ser humano que vive anseios, que sente a realidade, que sente segurança e insegurança, na direta medida em que percebe que o chão que pisa e o teto que lhe ampara são sólidos ou movediços.
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Conhecer melhor, estar a seu lado, ouvir o que pensam as meninas e os garotos: este é o propósito da Conferência da Juventude. Quando as luzes se acenderem e os microfones forem ligados, não será mais um show do Luan Santana, será hora de deixar a irreverência de lado e ajudar a construir o mundo ideal e necessário para si, mas onde caibam todos, pois ninguém está só.
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A Conferência Municipal da Juventude de Agudo será em agosto. Já acontecem as articulações nas secretarias municipais envolvidas e, também, ainda que timidamente, na própria comunidade. As diretrizes, os eixos de abordagem, a regulamentação da forma como 'as coisas vão rolar', a definição dos atores que tocarão o processo, tudo deve ser pensado.
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Estes cuidados e preparativos são necessários. Entretanto, há que se começar a divulgação e a motivação, lembrando que será necessário alcançar esse jovem dentro de seu mundo o que exigirá competência e originalidade para competir com Facebok, Tweter, Orkut, celular, Torpedo, MSN e mais quantas formas de absorção da atenção do jovem.
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Algumas organizações de agregamento do jovem já existentes, como a Ajura, os grêmios estudantís, iniciativas de igrejas devem ser chamados a cooperar; sua capacidade de articulação e a prática de reunir devem ser colocados à serviço desta conferência.
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Paz e Bem.