quarta-feira, 29 de junho de 2011

Coluna 73 - publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 22JUN2011

Jovem, você terá voz e vez e, se botar a boca no trombone, é capaz de dar sinfonia.

JOVEM, um novo canal de diálogo se abre para você – e não é Twiter, e não é Facebook e não é Orkut. Jovem, você terá voz e vez e, se botar a boca no trombone, é capaz de dar sinfonia. O governo brasileiro fará realizar Conferências da Juventude municipais, estaduais e nacional, com o propósito de levantar o que pensa e como pensa, o que tem a oferecer e o que espera receber da sociedade e dos governos esta massa humana tão espontânea, autentica, contraditória e dinâmica.
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É da essência da organização do Estado brasileiro – e nisso não difere das demais nações – que os direitos, os deveres, quando não até as conquistas e os programas de atenção e atendimento de um segmento social seja concebidos para ele, pelo governo. O diferente e mais legítimo seria que o debate se desse pelo segmento e com o governo. E é justamente com esta intenção que se instalam estes canais de debate e levantamento de dados – saber do jovem como ele sente que o seu governo e a sua gente lhe vê e como possam ser atendidas suas aspirações.
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O jovem é mais do que apenas aquele brasileiro em idade de receber formação nos bancos escolares e universitários; ele é alguém para além de ser consumidor alvo do caleidoscópio da moda, da tecnologia, da arte descartável, do entretenimento descompromissado; ele é uma mente que pensa e sente um espírito que embala e anima, dentro de corpos sarados, quase sempre belos e sensuais. O jovem é um ser humano que vive anseios, que sente a realidade, que sente segurança e insegurança, na direta medida em que percebe que o chão que pisa e o teto que lhe ampara são sólidos ou movediços.
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Conhecer melhor, estar a seu lado, ouvir o que pensam as meninas e os garotos: este é o propósito da Conferência da Juventude. Quando as luzes se acenderem e os microfones forem ligados, não será mais um show do Luan Santana, será hora de deixar a irreverência de lado e ajudar a construir o mundo ideal e necessário para si, mas onde caibam todos, pois ninguém está só.
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A Conferência Municipal da Juventude de Agudo será em agosto. Já acontecem as articulações nas secretarias municipais envolvidas e, também, ainda que timidamente, na própria comunidade. As diretrizes, os eixos de abordagem, a regulamentação da forma como 'as coisas vão rolar', a definição dos atores que tocarão o processo, tudo deve ser pensado.
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Estes cuidados e preparativos são necessários. Entretanto, há que se começar a divulgação e a motivação, lembrando que será necessário alcançar esse jovem dentro de seu mundo o que exigirá competência e originalidade para competir com Facebok, Tweter, Orkut, celular, Torpedo, MSN e mais quantas formas de absorção da atenção do jovem.
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Algumas organizações de agregamento do jovem já existentes, como a Ajura, os grêmios estudantís, iniciativas de igrejas devem ser chamados a cooperar; sua capacidade de articulação e a prática de reunir devem ser colocados à serviço desta conferência.
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Paz e Bem.

Coluna 72 - publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 15JUN2011

A coisa pública deve estar e agir para assegurar ao cidadão bem-estar e bons serviços, jamais atrapalhar.
HOUVE UMA PRIMEIRA... JÁ PASSOU A MILÉSIMA – O Grupo Vida Nova de Alcoólicos Anônimos instalou a milésima reunião de trabalho no dia 6 de junho – dia em que Agudo comemorava os 52 anos da instalação de seu governo. Este fato legitima citação especial. O líder do movimento – ainda que ele diga não haver hierarquia – Carlos Roos não descansa, está sempre com o pé na estrada, articulando em favor do grupo e dos recuperandos. Faz isto há mais de vinte e um anos. Traduzido na metodologia e práxis de AA significa dizer que ele e outros estão reafirmando, há vinte e um anos, o propósito de “ao menos por hoje não consumir álcool”.
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O Carlos, gremista, filho do Professor Willy Roos, protegido, em suas andanças urbanas, pela inseparável e fiel dupla Esquipe e Sansão, afirma que neste tempo mais de trezentas e cinquenta pessoas reencontraram um quadrante para suas vidas, devolvendo a capacidade de amar e a razão de viver e enchendo de graça, orgulho e alegria cônjuges, filhos, pais, amigos e a sociedade inteira. Um comportamento esperado e condição para que haja sucesso na recuperação é a perseverança. Não duvidar nem esmorecer. Manter-se sóbrio um dia após o outro.
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Quando, em 2004, a ACISA concedeu ao Grupo Vida Nova de AA o reconhecimento DESPERTAR, com o propósito de chamar a atenção para a necessidade de apoiar o movimento, Carlos Roos, ao receber o Troféu Caminhante, sintetizou em uma metáfora o efeito do álcool em quem dele é dependente: 'a bebida é como um polvo – muitos braços e tentáculos a consumir a pessoa por dentro!' Esta frase ecoou e encontrou ouvidos atentos. Lembro muito bem dos olhares de admiração e aprovação ante a declaração.
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O Grupo Vida Nova de AA é de Agudo e aqui palmilhou o caminho que, no entanto, já o levou a estabelecer unidades em Restinga Sêca, Paraíso do Sul e Cachoeira do Sul. As reuniões são nas segundas-feiras à noite, no salão de atividades múltiplas da Secretaria da Assistência Social. Também atua no Presídio Estadual de Agudo.
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NÃO SE JUSTIFICA o fechamento da pista Sul da Avenida Concórdia no trecho compreendido entre a Avenida Santo Ângelo e a Rua Germano Hentschke, sob o pretexto de proteger os trabalhadores que estão repondo o pavimento retirado para a troca da tubulação do esgoto pluvial. Quem concorda com esta atitude que, repito, não se sustenta em nenhum argumento de razoabilidade? Quando foi feita a troca dos tubos a movimentação de máquinas, as escavações e a valeta aberta justificaram a interrupção do trânsito e o desvio. Mas agora, à qual razão atende obrigar o trânsito a fazer este passeio forçado pela Borges? Entendo que a segurança dos que trabalham – se é este o argumento – estaria garantida sinalizando o trecho da frente de obra, podendo coexistir obra e fluxo normal de veículos. A coisa pública deve estar e agir para assegurar ao cidadão bem-estar e bons serviços, jamais atrapalhar. Este desvio em nada ajuda e é, ademais, um convite, quase um apelo, à transgressão das regras de trânsito, pois o motorista não avistando obra nenhuma à frente, é tentado a driblar a placa, passando a ponte sobre o Arroio Hermes pela contramão, voltando a trafegar na rota certa, sem prejudicar ninguém. Soube que até em reunião do alto comando o tema foi tratado, mas... sem êxito. Tenho para mim que o Prefeito Ari, homem sensato e que enfileirou obras nesta cidade, sequer tenha se dado conta do que seus comandados protagonizam 'em favor do cidadão.'
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SESSÃO SOLENE HISTÓRICA – Agudo teve, na noite de terça-feira passada, dia 7, um grande acontecimento protagonizado por seu Poder Legislativo. A Câmara Municipal instalou uma sessão solene que dignificou a história de Agudo e o homenageado Pastor Doutor Nestor Paulo Friedrich, o mais novo integrantes da galeria dos cidadãos honorários de Agudo. A Câmara Municipal foi zelosa nos detalhes, convidando, inclusive, ao Coral Agudo EnCanto para maior destaque e expressando, de público, a parceria do Instituto Cultural Brasileiro Alemão e da Comunidade Evangélica Luterana. Para a Câmara e para as entidades agregadas o absoluto reconhecimento. No entanto era de se esperar mais público, muito mais público. Acontecimentos com estes são únicos. Testemunhá-los e apoiá-los é incentivar as entidades.
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Paz e Bem.


domingo, 12 de junho de 2011

Coluna 71 - publicada no jornal Correio Agudense - edição de 8JUN2011

Saber se uma área está ou não dentro do perímetro urbano pode ser de interesse de investidores, (...) e é conhecimento indispensável para o governo.

NOVO PLANO DIRETOR – Finalmente a Câmara Municipal votou, aprovando o Projeto de Lei Complementar 2/2010, que estabelece o novo Plano Diretor para a cidade e cria instrumentos para desenvolvimento do município inteiro – cidade e interior. Elaborado no Condesus a partir de diagnósticos levantados em 2008, este documento – que deverá transformar-se na Lei Complementar 10/2011 – é esplêndido. Implementá-lo será um desafio que perpassará os governos presente e futuros. Atrevo-me a afirmar que quem quiser ser governo no futuro terá como pré-requisito, quase uma condição, conhecer e dominar suas disposições.
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A divisão do perímetro urbano em ‘zonas de especial interesse – as ZEIs’ segundo sua topografia, localização, acessibilidade (vias de trânsito) e outros mais fatores é um grande avanço. A lei descreve claramente as áreas onde a vocação é residencial, onde é comercial, onde poderão instalar-se empreendimentos potencialmente poluidores, onde ficam as áreas de preservação, onde deverão existir espaços públicos, além de outras caracterizações.
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Um dos tantos avanços que podem ser identificados já à primeira vista é a descrição do polígono que forma o perímetro urbano. O levantamento é conclusivo. A descrição da figura geométrica que se espalha pela superfície da encosta da Serra Geral, aninhada entre os cerros e a várzea reúne, no art. 117, § 2.º, a descrição que hoje é encontrada de forma já arcaica, constando em muitos mapas confeccionados em escalas nem sempre as mesmas e guardados em mais de um setor da Prefeitura Municipal. Saber se uma área está ou não dentro do perímetro urbano pode ser de interesse de investidores, de proprietários e é conhecimento indispensável para o governo. O governo somente poderá pensar e projetar o desenvolvimento da cidade se dispuser de dados precisos. A Lei Complementar 10 vem para isso.
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O novo mapa urbano de Agudo ganhou um apêndice bem significativo. A área marginal da Estrada Municipal Armando Goltz passa a ser considerada área urbana, numa extensão de 100 metros medidos do leito da estrada para cada lado. Assim a conhecida volta do Rincão Despraiado fará, a partir da publicação da Lei Complementar 10, parte da cidade sem solução de continuidade. Na verdade esta região já apresenta hoje características urbanas, com casas construídas sobre pequenos lotes, com dificuldade de escrituração justamente por serem localizados em área rural Os proprietários de terras com testada para aquela via poderão pleitear estruturação urbana. Já tem água potável da Corsan, já tem recolhimento de lixo, mas faltam espaços públicos e condições de compartilhamento seguro da única via de acesso, onde a população transita ao mesmo tempo e valendo-se de muitas formas de deslocamento: a pé, de bicicleta, montado em animais e, também com veículos. Todos têm direito ao uso da via, mas, em convivência segura e pacífica.
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Na discussão geral, na sessão ordinária da última segunda-feira, o vereador pedetista Paulo Unfer apresentou argumento que achei apropriado. Para ele a lei poderia ser ainda melhor se a fase de levantamento de dados não tivesse ocorrido no segundo semestre de 2008, um ano eleitoral, quando as ações de governo são, por vezes, confundidas com as expectativas políticas do governo ou de seus agentes. Não se pode afirmar que neste processo tenha havido ingerência partidária, mas se percebeu um certo esvaziamento das diversas audiências públicas realizadas de Norte a Sul, Leste à Oeste, como demonstram os documentos que embasaram a proposta que tramitou na Câmara.
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A Lei Complementar 10 vai render ainda outras abordagens. Por acreditar que o ordenamento legal é base segura para o crescimento, professo minha convicção de que Agudo poderá ser ainda muito melhor com esta nova diretriz legal.
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Se entenderem que sou ingênuo em acreditar que esta lei significará uma inovação, quase um divisor de águas entre o antes e o depois de sua implementação, ofereço, em resposta, algumas perguntas: dá para continuar assim, cada um fazendo o que quer e como achar melhor? Vamos ficar olhando e de braços cruzados a degradação dos espaços e da qualidade de vida em nosso Torrão Amigo? Que cidade e que município queremos deixar para nossos filhos e netos?
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Paz e Bem.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Coluna 70 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 1JUN2011

Precisamos rever nosso paradigma de felicidade humana. Mais qualidade, menos quantidade. (…) Mais carinho, menos presentes.
EMARANHAMENTO MENTAL – Pensamentos produzidos por mentes que pensam de forma parecida acabam por se encontrar em alguma dimensão. Não aconteceu a você bater olhos ou ouvidos em textos ou audições que fechavam com o que você pensa? E você atribuiu isto ao acaso, certo? Cientificamente atribui-se esta sensação ao emaranhamento dos neurônios. Existem formas de transmissão de energia que não conhecemos ou que temos dificuldade de entender. Não vou mais fundo pois este rio não dá pé e eu não sei nadar neste caudal de neurônios, redes neurais, neurociências, sinapses, física quântica e quantas mais espécimes deste sistema complexo e ainda um tanto inexpugnável que é a mente.
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UM PARADOXO – O SER HUMANO CARECE DE HUMANISMO Fiz esta introdução pois em leitura dos jornais de sábado, dia 28, dias deparei com texto de Carlos Adílio Maia do Nascimento. Ele, Presidente do Instituto Brasileiro de Produção Sustentável – IBPS, faz exposição que casa com minha visão sobre os valores deve o ser humano alimentar. Por que achei esta coluna, bem discreta, na página 2 do Correio do Povo? Terá sido acaso ou uma forma de telepatia? Por defender que o Brasil esteja vivendo uma importante época de reconhecimento de sua importância no futuro do mundo, Nascimento entende ser este momento nacional justificador da necessidade de uma evolução cultural que produza cidadãos e homens públicos que cumpram as leis existentes e exerçam corretamente suas funções na sociedade. 'E isto só acontece com o desenvolvimento de uma cultura humanista, sendo a educação o único caminho para o desenvolvimento sustentável e a consequente paz social. No entanto, a educação não se restringe à escolaridade e a formação científica e tecnológica. Carece de consciência humanista, que permite ao homem identificar os direitos e os deveres éticos inerentes à condição humana.'
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Nesta tarefa, acrescenta o dirigente do IBPS, à escola deve dar as mãos à família, onde os referenciais de valores éticos e morais são precocemente oferecidos às crianças. Pode nascer daí uma nova cidadania, mais justa e menos tolerante com situações de descalabro como as que vivemos. Conclui, citando o escritor Gerhard Gilnreiner: 'Precisamos rever nosso paradigma de felicidade humana. Mais qualidade, menos quantidade. Mais cultura, menos símbolos de status. Mais esporte, menos material esportivo. Mais tempo para as crianças, menos tecnologia de diversão. Mais carinho, menos presentes.' É para refletir mesmo.
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Neste contexto preocupa a grande expectativa que se deposita na família que, sabemos, está severamente combalida enquanto estrutura basilar. O colo de mãe, o conselho de pai, o respeito por avós e o convívio com irmãos produz, sem dúvida, saldo positivo na formação de uma criatura. Saibamos, todavia, que ela aprende por observação e imitação. Logo, demos exemplo. Sem exemplo, nada feito, que ninguém mais é bobo.
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PAPAPILHAS – Deve estar estampada nesta edição do CA a campanha de recolhimento de pilhas e baterias, lançada nesta semana pelo Departamento de Meio Ambiente da Secretaria Municipal da Agricultura e do Meio Ambiente, Lions Clube e parceiros. Por saber do tempo que levou para ser implementada e da tenaz batalha para que se viabilizasse, registro-a também nesta coluna. Sua idealizadora, a servidora pública municipal e integrante do Lions Clube de Agudo, Cláudia Bernardini conviveu com esta ideia por pelo menos um ano. No início alimentava um sonho, que sonhado todas as noites acabou por lhe tirar o sono. Um dia sentenciou: 'agora vai ter que acontecer. Saio rua afora até encontrar uma parceria que assuma esta campanha.' A gringa de lá dos Pomeranos olhou grande e mandou ver. Rapidinho apareceram mãos estendidas e a campanha está lançada. Que ninguém mais fique com pilhas ou baterias usadas em casa ou as jogue no lixo ou na capoeira. O apelo é que as depositem nos repositórios Papa Pilhas espalhados na cidade, onde serão recolhidos, armazenados convenientemente e despachadas para reciclagem, em São Paulo. Demonstração de maturidade. Aplausos, Cláudia. Parabéns Lions que com esta atitude de serviço poupa a natureza, melhorando o mundo, fazendo mais limpa e mais livre de contaminação o eco sistema de nossa comunidade.
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Paz e Bem.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Coluna 69 - publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 25MAI2011

Desfile de atitudes e ações que fazem bem para o crescimento coletivo e pessoal desta terra 'abençoada por Deus e bonita por natureza'

Nas duas colunas anteriores desfilei – no sentido literal do termo – argumentos sobre o desfile da Volksfest, na ExpoVolks. Hoje convido-lhes a acompanhar o raciocínio sobre ações e atitudes que fazem bem para o crescimento coletivo e pessoal desta terra 'abençoada por Deus e bonita por natureza', habitada por gente que muito faz e muito mais pode fazer.

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS – A constituição da Associação Bombeiros Voluntários é de boa hora. Articulada dentro do Rotary Club por seu integrante e também vereador Dário Geis, as ações desta associação virão a complementar uma lacuna imensa nos serviços que devem ser colocados à disposição da população. Treinados para atuar no front de combate a incêndios, salvamentos, resgate e demais atividades correlatas, os mais de trinta agudenses voluntários foram exigidos à exaustão, de modo a poderem oferecer à sociedade um trabalho qualificado.
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JANTAR BENEFICENTE – O jantar promovido pela Associação de Famílias Rurais Bento Gonçalves, de Linha Teutônia, no sábado, dia 21, com renda revertida para a APAE, foi oportuno e aplaudido. Dinamizado por Beloni Puppe, um dos líderes da comunidade, o jantar podia ser apenas mais um encontro de confraternização para capitalizar a entidade, que cuida de bem estruturada sede e onde aplicaria eventual sobra da promoção. Mas não. Os dirigentes pensaram para além do Morro Pelado e conceberam destinar seu esforço e a alegria de estarem juntos em favor de uma outra associação – a APAE, de quem são dispensáveis apresentações e considerações do mérito de atuação. Arvoro admitir que não foi difícil tomar esta decisão, ainda mais quando se conhece, como Beloni Puppe, os bastidores de organismos que tratam de peculiaridades de saúde, na incansável e exitosa busca que el empreendeu para dar audição a seus filhos. Uma decisão que fez com que a ação dos voluntários da entidade fosse valorizada. Cada um dormiu mais feliz, embora cansado pudesse estar.
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FESTA DE SÃO BONIFÁCIO – No primeiro domingo de junho a Comunidade Matriz da Paróquia São Bonifácio realiza a Festa do Padroeiro. Neste ano cai justamente no dia dedicado ao santo – 5 de junho. Gerações de católicos se encontram neste dia para invocar o patrono da messe cristã no Torrão Amigo, e acolher os queridos membros das outras confissões cristãs que se entrelaçam em fraterna comunhão.
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Dois são os objetivos de uma Festa do Padroeiro. O primeiro é a devoção, a oração de ação de graças e, também de interseção ao santo – um eleito no colégio das criaturas que, na terra, espelharam Jesus com amor e convicção. São Bonifácio não é um santo de devoção popular, diz-se repetidamente. Não se o invoca para achar coisas perdidas, para resolver situações financeiras difíceis ou para encontrar casamento. Ele foi um homem de missão, a quem foi incumbido levar a mensagem do amor e do perdão aos povos revoltos do centro da Europa. Por isso é devotado como Apóstolo da Alemanha. Sua mensagem é desafiadora, tirando qualquer cristão da zona de conforto do comodismo e da apatia. O segundo objetivo é reunir o povo para confraternizar a alegria de ter uma comunidade e, com este sentimento, cooperar para que sua Igreja tenha condições materiais de continuar sua missão evangelizadora. Tem, portanto, também, um fim financeiro. E a Paróquia São Bonifácio precisa de renda, não sendo exceção enquanto entidade que vive no cenário econômico.
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Nos encontraremos lá, com certeza.
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Paz e Bem.

domingo, 22 de maio de 2011

Coluna 68 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 18MAI2011


Se fosse de manhã, quem é que 'podia' participar, com tanta coisa pra fazer todos os dias. Ia ser um desfile pra nós sem que nos 'pudesse' participar. Bonito isto.


O DESFILE DA VOLKSFEST NA EXPOVOLKS – PELOTÃO 2

CENA 1
É cedo, manhã de feriado. Cerração fechada, bem molhada, mas um dia de tempo bom. Promete sol, promete alegria! Hoje é o nosso dia! Já ouviram nas rádios? Já leram nos jornais? O supermercado, a loja de roupas, a do gás, a padaria, todos mandaram publicar lindas mensagens pra gente! Oh, toma a cuia. Até o Prefeito e, inclusive, nosso vereador encomendaram elogios para nós colonos e, também, para os motoristas. Você lembra de uma vez em que o Prefeito falou em alemão e o vice em italiano? Isto também já aconteceu... é verdade. A olaria, a construtora, o que vende o adubo, a cooperativa – que mensagem bonita a da cooperativa. Nestes dias sempre lembro do Pastor Brauer, com sua voz tão especial e as palavras, as lindas palavras em alemão e, depois em português. Vale a pena ter um feriado para nós, os colonos, não?! Filha, levanta, vem que é teu o mate. Já vou, responde, lá de dentro, ainda debaixo das cobertas, como convêm e gosta o jovem em dia de feriado. Vamos tratar o bicharedo, tirar leite, ver o terneirinho novo, observar se a raposa caiu no alçapão, pegar o bicho e largar pra que se crie no lá no mato, bem longe do galinheiro. Ainda bem que, embora feriado, temos tempo para fazer tudo, almoçar tranquilo e, depois ainda ajudar a comunidade e a escola a enfeitar os carros e participar do lindo desfile de hoje à tarde. Que bom! É tão lindo desfilar, com o sol bem quentinho, os amigos, os vizinhos se encontram e, em casa tudo feito, tudo arrumado. Ainda bem que o desfile é de tarde. Se fosse de manhã, quem é que podia ver, com tanta coisa pra fazer todos os dias. Ia ser um desfile pra nós sem que nos pudesse participar. Bonito isto. É, mas muitos anos já foi assim. Esta ilação, quase narração de situação doméstica de uma manhã de 25 de julho, em qualquer dos muitos lares dos alegres colonos de Agudo, é de todo descabida?
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CENA 2
No palanque as autoridades empertigadas. Os personagens da vida pública do Município, aquele deputado, mais outro, mais outro. Um visitante ilustre. Todos admirados com a criatividade das alegorias e da cadência e da profusão de grupos de trabalhadoras rurais. Quem são? pergunta um desavisado ao secretário que está a seu lado. São grupos organizados, reunidos em na Atra – Associação das Trabalhadoras Rurais de Agudo, soube em resposta. E estas, tão graciosas, orgulhosas, com uniforme colorido, quem são? Socorreu a secretária da outra pasta – são nossas vovós. Elas pertencem a um grupo da III Idade, e todas à Associação da III Idade, que as incentiva ao convívio e à práticas de bem estar e bem viver. Elas dançam, passeiam, vivem na vida de hoje o que não puderam fazer antes. Vão se apresentar no lonão de shows, daqui a pouco, às quatro da tarde. Olha como estão emocionadas. Muitas nunca tiveram oportunidade de desfilar na vida. Quando eram de colégio, isto não existia. Depois, só trabalho. É muito lindo e dignificante ver esta gente que tanto suor derramou para fazer o município se desenvolver, hoje desfilar como inspiração para as novas gerações, emendou o observador admirado. A mesma secretária, olhando ao longe, mostra: olhe lá vem um pelotão de vovôs que também pertencem à mesma associação. Tem gente de 60 até 95 anos. Um deles tem um programa de rádio que é um espetáculo. Chama-se Alegria na III Idade, com sotaque e tudo. É uma conquista para esta parcela da população, que cresce e quer lugar no cenário social, enfatizou.
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Pergunto: estas dignas vovós e retos e alegres vovôs se arriscam a desfilar numa manhã de cerração, ou de geada? Lembro da emoção que minha mãe sentiu (está em fotos que com carinho guardo) quando seu Grupo passeou na Avenida, lindamente iluminada pelo quente sol da tarde. A vida tem destas coisas. A que se ter sensibilidade e atentar para a realidade de uma festa que é, também do povo que fez e faz esta terra.
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A descrição de apenas duas das muitas situações que em hipótese, se pode observar, já são, em minha ótica, cabais para fundamentar ainda melhor do sentimento que tem o povo de Agudo pelo desfile do Colono e do Motorista.
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Esta gente, pelo que sentem, pelo que foram e pelo que são, eles merecem dignidade e respeito. E que o desfile de que tanto gostam, lhes seja favorável.
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Paz e Bem.
 

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Coluna 67 - publicada no jornal Correio Agudense - edição de 11MAI2011

O Desfile da Volksfest deve ser à tarde, muito se ouve nos bastidores das entidades que dele ainda participam.


O DESFILE DA VOLKSFEST NA EXPOVOLKS
Agudo tem uma magnífica festa popular, em julho. Agudo hat ein besonders Volksfest, in Juli. É Ein Volksfest in Agudo, que terá, neste 2011, a 18ª edição. Em uma coluna no ano passado abordei o nome da festa. Um ano passou e nada fiz, admito. Mas, como já é de domínio denominá-la simplesmente como Volksfest, minha implicância com a existência do artigo “Ein” na denominação formal, que não combina na citação da festa por escrito ou verbalmente em Português, é vã.
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Desta feita aprofundo-me em um dos itens de sua generosa e bem elaborada programação – o desfile temático em homenagem aos colonos e motoristas. E o faço com legitimidade por ser agudense e poder opinar sobre as coisas do Torrão Amigo e, mais ainda, por já ter tido a experiência e a responsabilidade de elaborar alegorias e desfilá-las para homenagear a data e suas circunstâncias.
** O desfile vem sendo mal programado, sendo inserido nas manhãs de um dos dias da ExpoVolks, ou do sábado, ou do dia 25, conforme o calendário.
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O Desfile da Volksfest deve ser à tarde, muito se ouve nos bastidores das entidades que dele ainda participam. Sim, ainda, pois alguns segmentos deixaram de fazê-lo por ser pela manhã.
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A Volksfest evoluiu da comemoração do 25 de julho, no Monumento ao Imigrante, protagonizado, lá na origem, pelo Pastor Brauer. Quando a Rádio Agudo surgiu seu Diretor, Léo Pachaly e o casal Enar/Helena Ernst deram ar festivo, com encontro de bandinhas e músicos. Em datas singulares havia desfile. Nos anos 80, o desfile de 25 de julho era o ponto marcante da festa. Lembro que em 86 o Prefeito Ari Anunciação reuniu quatro Secretários de Estado no Palanque, um odisseia para a época.
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Entre 89 e 92 a festa teve a primeira alavancagem, nascendo a Semifest – mostra de artesanato, comercial e gastronômica, embrião da atual ExpoVolks. Na programação o desfile era, sempre, no início da tarde, do dia central da festa. E a festa era para o povo, que encontrava diversão, entretenimento, atrativos artísticos e culturais, gastronomia, boa bebida para alegrar e opções de comércio – como hoje, na ExpoVokls.
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Em 1994 veio a segunda evolução, com a adoção do nome Ein Volksfest in Agudo e a bem sacada parceria com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços – Acisa. A festa cresceu, e muito. Ancorada no Centro Desportivo Municipal passou a tomar o centro da cidade.
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No entanto, logo logo as entidades e o povo passaram a ser vistos como consumidor, agentes passivos, que deviam deglutir o que viesse a ser proposto. O protagonismo das ações foi concentrado em poucas mentes, que muito bem pensaram a festa como evento de massa, de comércio e de consumo. Sobrou a Volksfest com o Encontro de Corais – belo, magnífico e louvável, mais um ou outro evento artístico e cultural isolado e a carga total na ExpoVolks. Nenhum demérito.
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No entanto, a supervalorização do potencial de consumo mudou a festa. O povo deve passar em frente aos estantes! passou a ser o mantra. O 25 de julho está para comércio. O desfile, outrora o acontecimento central, aguardado e pensado muito antes por tantos, não pôde evoluir, pois foi reprogramado de modo a que os corajosos que a ele assistem e dele participem também venham a engrossar os corredores do comércio.
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Muita pena – uma expressão do povo, no qual a emoção e a espontaneidade brota em simbologias e alegorias se resume a um atrativo de gente para outro fim.
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O Desfile temático da Volksfest deve ser às 14h00 de um dos dias da ExpoVolks! Nesta exclamação somam-se vozes e propósitos de muitos.
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Paz e Bem.