quarta-feira, 1 de junho de 2011

Coluna 70 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 1JUN2011

Precisamos rever nosso paradigma de felicidade humana. Mais qualidade, menos quantidade. (…) Mais carinho, menos presentes.
EMARANHAMENTO MENTAL – Pensamentos produzidos por mentes que pensam de forma parecida acabam por se encontrar em alguma dimensão. Não aconteceu a você bater olhos ou ouvidos em textos ou audições que fechavam com o que você pensa? E você atribuiu isto ao acaso, certo? Cientificamente atribui-se esta sensação ao emaranhamento dos neurônios. Existem formas de transmissão de energia que não conhecemos ou que temos dificuldade de entender. Não vou mais fundo pois este rio não dá pé e eu não sei nadar neste caudal de neurônios, redes neurais, neurociências, sinapses, física quântica e quantas mais espécimes deste sistema complexo e ainda um tanto inexpugnável que é a mente.
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UM PARADOXO – O SER HUMANO CARECE DE HUMANISMO Fiz esta introdução pois em leitura dos jornais de sábado, dia 28, dias deparei com texto de Carlos Adílio Maia do Nascimento. Ele, Presidente do Instituto Brasileiro de Produção Sustentável – IBPS, faz exposição que casa com minha visão sobre os valores deve o ser humano alimentar. Por que achei esta coluna, bem discreta, na página 2 do Correio do Povo? Terá sido acaso ou uma forma de telepatia? Por defender que o Brasil esteja vivendo uma importante época de reconhecimento de sua importância no futuro do mundo, Nascimento entende ser este momento nacional justificador da necessidade de uma evolução cultural que produza cidadãos e homens públicos que cumpram as leis existentes e exerçam corretamente suas funções na sociedade. 'E isto só acontece com o desenvolvimento de uma cultura humanista, sendo a educação o único caminho para o desenvolvimento sustentável e a consequente paz social. No entanto, a educação não se restringe à escolaridade e a formação científica e tecnológica. Carece de consciência humanista, que permite ao homem identificar os direitos e os deveres éticos inerentes à condição humana.'
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Nesta tarefa, acrescenta o dirigente do IBPS, à escola deve dar as mãos à família, onde os referenciais de valores éticos e morais são precocemente oferecidos às crianças. Pode nascer daí uma nova cidadania, mais justa e menos tolerante com situações de descalabro como as que vivemos. Conclui, citando o escritor Gerhard Gilnreiner: 'Precisamos rever nosso paradigma de felicidade humana. Mais qualidade, menos quantidade. Mais cultura, menos símbolos de status. Mais esporte, menos material esportivo. Mais tempo para as crianças, menos tecnologia de diversão. Mais carinho, menos presentes.' É para refletir mesmo.
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Neste contexto preocupa a grande expectativa que se deposita na família que, sabemos, está severamente combalida enquanto estrutura basilar. O colo de mãe, o conselho de pai, o respeito por avós e o convívio com irmãos produz, sem dúvida, saldo positivo na formação de uma criatura. Saibamos, todavia, que ela aprende por observação e imitação. Logo, demos exemplo. Sem exemplo, nada feito, que ninguém mais é bobo.
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PAPAPILHAS – Deve estar estampada nesta edição do CA a campanha de recolhimento de pilhas e baterias, lançada nesta semana pelo Departamento de Meio Ambiente da Secretaria Municipal da Agricultura e do Meio Ambiente, Lions Clube e parceiros. Por saber do tempo que levou para ser implementada e da tenaz batalha para que se viabilizasse, registro-a também nesta coluna. Sua idealizadora, a servidora pública municipal e integrante do Lions Clube de Agudo, Cláudia Bernardini conviveu com esta ideia por pelo menos um ano. No início alimentava um sonho, que sonhado todas as noites acabou por lhe tirar o sono. Um dia sentenciou: 'agora vai ter que acontecer. Saio rua afora até encontrar uma parceria que assuma esta campanha.' A gringa de lá dos Pomeranos olhou grande e mandou ver. Rapidinho apareceram mãos estendidas e a campanha está lançada. Que ninguém mais fique com pilhas ou baterias usadas em casa ou as jogue no lixo ou na capoeira. O apelo é que as depositem nos repositórios Papa Pilhas espalhados na cidade, onde serão recolhidos, armazenados convenientemente e despachadas para reciclagem, em São Paulo. Demonstração de maturidade. Aplausos, Cláudia. Parabéns Lions que com esta atitude de serviço poupa a natureza, melhorando o mundo, fazendo mais limpa e mais livre de contaminação o eco sistema de nossa comunidade.
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Paz e Bem.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Coluna 69 - publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 25MAI2011

Desfile de atitudes e ações que fazem bem para o crescimento coletivo e pessoal desta terra 'abençoada por Deus e bonita por natureza'

Nas duas colunas anteriores desfilei – no sentido literal do termo – argumentos sobre o desfile da Volksfest, na ExpoVolks. Hoje convido-lhes a acompanhar o raciocínio sobre ações e atitudes que fazem bem para o crescimento coletivo e pessoal desta terra 'abençoada por Deus e bonita por natureza', habitada por gente que muito faz e muito mais pode fazer.

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS – A constituição da Associação Bombeiros Voluntários é de boa hora. Articulada dentro do Rotary Club por seu integrante e também vereador Dário Geis, as ações desta associação virão a complementar uma lacuna imensa nos serviços que devem ser colocados à disposição da população. Treinados para atuar no front de combate a incêndios, salvamentos, resgate e demais atividades correlatas, os mais de trinta agudenses voluntários foram exigidos à exaustão, de modo a poderem oferecer à sociedade um trabalho qualificado.
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JANTAR BENEFICENTE – O jantar promovido pela Associação de Famílias Rurais Bento Gonçalves, de Linha Teutônia, no sábado, dia 21, com renda revertida para a APAE, foi oportuno e aplaudido. Dinamizado por Beloni Puppe, um dos líderes da comunidade, o jantar podia ser apenas mais um encontro de confraternização para capitalizar a entidade, que cuida de bem estruturada sede e onde aplicaria eventual sobra da promoção. Mas não. Os dirigentes pensaram para além do Morro Pelado e conceberam destinar seu esforço e a alegria de estarem juntos em favor de uma outra associação – a APAE, de quem são dispensáveis apresentações e considerações do mérito de atuação. Arvoro admitir que não foi difícil tomar esta decisão, ainda mais quando se conhece, como Beloni Puppe, os bastidores de organismos que tratam de peculiaridades de saúde, na incansável e exitosa busca que el empreendeu para dar audição a seus filhos. Uma decisão que fez com que a ação dos voluntários da entidade fosse valorizada. Cada um dormiu mais feliz, embora cansado pudesse estar.
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FESTA DE SÃO BONIFÁCIO – No primeiro domingo de junho a Comunidade Matriz da Paróquia São Bonifácio realiza a Festa do Padroeiro. Neste ano cai justamente no dia dedicado ao santo – 5 de junho. Gerações de católicos se encontram neste dia para invocar o patrono da messe cristã no Torrão Amigo, e acolher os queridos membros das outras confissões cristãs que se entrelaçam em fraterna comunhão.
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Dois são os objetivos de uma Festa do Padroeiro. O primeiro é a devoção, a oração de ação de graças e, também de interseção ao santo – um eleito no colégio das criaturas que, na terra, espelharam Jesus com amor e convicção. São Bonifácio não é um santo de devoção popular, diz-se repetidamente. Não se o invoca para achar coisas perdidas, para resolver situações financeiras difíceis ou para encontrar casamento. Ele foi um homem de missão, a quem foi incumbido levar a mensagem do amor e do perdão aos povos revoltos do centro da Europa. Por isso é devotado como Apóstolo da Alemanha. Sua mensagem é desafiadora, tirando qualquer cristão da zona de conforto do comodismo e da apatia. O segundo objetivo é reunir o povo para confraternizar a alegria de ter uma comunidade e, com este sentimento, cooperar para que sua Igreja tenha condições materiais de continuar sua missão evangelizadora. Tem, portanto, também, um fim financeiro. E a Paróquia São Bonifácio precisa de renda, não sendo exceção enquanto entidade que vive no cenário econômico.
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Nos encontraremos lá, com certeza.
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Paz e Bem.

domingo, 22 de maio de 2011

Coluna 68 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 18MAI2011


Se fosse de manhã, quem é que 'podia' participar, com tanta coisa pra fazer todos os dias. Ia ser um desfile pra nós sem que nos 'pudesse' participar. Bonito isto.


O DESFILE DA VOLKSFEST NA EXPOVOLKS – PELOTÃO 2

CENA 1
É cedo, manhã de feriado. Cerração fechada, bem molhada, mas um dia de tempo bom. Promete sol, promete alegria! Hoje é o nosso dia! Já ouviram nas rádios? Já leram nos jornais? O supermercado, a loja de roupas, a do gás, a padaria, todos mandaram publicar lindas mensagens pra gente! Oh, toma a cuia. Até o Prefeito e, inclusive, nosso vereador encomendaram elogios para nós colonos e, também, para os motoristas. Você lembra de uma vez em que o Prefeito falou em alemão e o vice em italiano? Isto também já aconteceu... é verdade. A olaria, a construtora, o que vende o adubo, a cooperativa – que mensagem bonita a da cooperativa. Nestes dias sempre lembro do Pastor Brauer, com sua voz tão especial e as palavras, as lindas palavras em alemão e, depois em português. Vale a pena ter um feriado para nós, os colonos, não?! Filha, levanta, vem que é teu o mate. Já vou, responde, lá de dentro, ainda debaixo das cobertas, como convêm e gosta o jovem em dia de feriado. Vamos tratar o bicharedo, tirar leite, ver o terneirinho novo, observar se a raposa caiu no alçapão, pegar o bicho e largar pra que se crie no lá no mato, bem longe do galinheiro. Ainda bem que, embora feriado, temos tempo para fazer tudo, almoçar tranquilo e, depois ainda ajudar a comunidade e a escola a enfeitar os carros e participar do lindo desfile de hoje à tarde. Que bom! É tão lindo desfilar, com o sol bem quentinho, os amigos, os vizinhos se encontram e, em casa tudo feito, tudo arrumado. Ainda bem que o desfile é de tarde. Se fosse de manhã, quem é que podia ver, com tanta coisa pra fazer todos os dias. Ia ser um desfile pra nós sem que nos pudesse participar. Bonito isto. É, mas muitos anos já foi assim. Esta ilação, quase narração de situação doméstica de uma manhã de 25 de julho, em qualquer dos muitos lares dos alegres colonos de Agudo, é de todo descabida?
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CENA 2
No palanque as autoridades empertigadas. Os personagens da vida pública do Município, aquele deputado, mais outro, mais outro. Um visitante ilustre. Todos admirados com a criatividade das alegorias e da cadência e da profusão de grupos de trabalhadoras rurais. Quem são? pergunta um desavisado ao secretário que está a seu lado. São grupos organizados, reunidos em na Atra – Associação das Trabalhadoras Rurais de Agudo, soube em resposta. E estas, tão graciosas, orgulhosas, com uniforme colorido, quem são? Socorreu a secretária da outra pasta – são nossas vovós. Elas pertencem a um grupo da III Idade, e todas à Associação da III Idade, que as incentiva ao convívio e à práticas de bem estar e bem viver. Elas dançam, passeiam, vivem na vida de hoje o que não puderam fazer antes. Vão se apresentar no lonão de shows, daqui a pouco, às quatro da tarde. Olha como estão emocionadas. Muitas nunca tiveram oportunidade de desfilar na vida. Quando eram de colégio, isto não existia. Depois, só trabalho. É muito lindo e dignificante ver esta gente que tanto suor derramou para fazer o município se desenvolver, hoje desfilar como inspiração para as novas gerações, emendou o observador admirado. A mesma secretária, olhando ao longe, mostra: olhe lá vem um pelotão de vovôs que também pertencem à mesma associação. Tem gente de 60 até 95 anos. Um deles tem um programa de rádio que é um espetáculo. Chama-se Alegria na III Idade, com sotaque e tudo. É uma conquista para esta parcela da população, que cresce e quer lugar no cenário social, enfatizou.
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Pergunto: estas dignas vovós e retos e alegres vovôs se arriscam a desfilar numa manhã de cerração, ou de geada? Lembro da emoção que minha mãe sentiu (está em fotos que com carinho guardo) quando seu Grupo passeou na Avenida, lindamente iluminada pelo quente sol da tarde. A vida tem destas coisas. A que se ter sensibilidade e atentar para a realidade de uma festa que é, também do povo que fez e faz esta terra.
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A descrição de apenas duas das muitas situações que em hipótese, se pode observar, já são, em minha ótica, cabais para fundamentar ainda melhor do sentimento que tem o povo de Agudo pelo desfile do Colono e do Motorista.
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Esta gente, pelo que sentem, pelo que foram e pelo que são, eles merecem dignidade e respeito. E que o desfile de que tanto gostam, lhes seja favorável.
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Paz e Bem.
 

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Coluna 67 - publicada no jornal Correio Agudense - edição de 11MAI2011

O Desfile da Volksfest deve ser à tarde, muito se ouve nos bastidores das entidades que dele ainda participam.


O DESFILE DA VOLKSFEST NA EXPOVOLKS
Agudo tem uma magnífica festa popular, em julho. Agudo hat ein besonders Volksfest, in Juli. É Ein Volksfest in Agudo, que terá, neste 2011, a 18ª edição. Em uma coluna no ano passado abordei o nome da festa. Um ano passou e nada fiz, admito. Mas, como já é de domínio denominá-la simplesmente como Volksfest, minha implicância com a existência do artigo “Ein” na denominação formal, que não combina na citação da festa por escrito ou verbalmente em Português, é vã.
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Desta feita aprofundo-me em um dos itens de sua generosa e bem elaborada programação – o desfile temático em homenagem aos colonos e motoristas. E o faço com legitimidade por ser agudense e poder opinar sobre as coisas do Torrão Amigo e, mais ainda, por já ter tido a experiência e a responsabilidade de elaborar alegorias e desfilá-las para homenagear a data e suas circunstâncias.
** O desfile vem sendo mal programado, sendo inserido nas manhãs de um dos dias da ExpoVolks, ou do sábado, ou do dia 25, conforme o calendário.
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O Desfile da Volksfest deve ser à tarde, muito se ouve nos bastidores das entidades que dele ainda participam. Sim, ainda, pois alguns segmentos deixaram de fazê-lo por ser pela manhã.
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A Volksfest evoluiu da comemoração do 25 de julho, no Monumento ao Imigrante, protagonizado, lá na origem, pelo Pastor Brauer. Quando a Rádio Agudo surgiu seu Diretor, Léo Pachaly e o casal Enar/Helena Ernst deram ar festivo, com encontro de bandinhas e músicos. Em datas singulares havia desfile. Nos anos 80, o desfile de 25 de julho era o ponto marcante da festa. Lembro que em 86 o Prefeito Ari Anunciação reuniu quatro Secretários de Estado no Palanque, um odisseia para a época.
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Entre 89 e 92 a festa teve a primeira alavancagem, nascendo a Semifest – mostra de artesanato, comercial e gastronômica, embrião da atual ExpoVolks. Na programação o desfile era, sempre, no início da tarde, do dia central da festa. E a festa era para o povo, que encontrava diversão, entretenimento, atrativos artísticos e culturais, gastronomia, boa bebida para alegrar e opções de comércio – como hoje, na ExpoVokls.
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Em 1994 veio a segunda evolução, com a adoção do nome Ein Volksfest in Agudo e a bem sacada parceria com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços – Acisa. A festa cresceu, e muito. Ancorada no Centro Desportivo Municipal passou a tomar o centro da cidade.
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No entanto, logo logo as entidades e o povo passaram a ser vistos como consumidor, agentes passivos, que deviam deglutir o que viesse a ser proposto. O protagonismo das ações foi concentrado em poucas mentes, que muito bem pensaram a festa como evento de massa, de comércio e de consumo. Sobrou a Volksfest com o Encontro de Corais – belo, magnífico e louvável, mais um ou outro evento artístico e cultural isolado e a carga total na ExpoVolks. Nenhum demérito.
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No entanto, a supervalorização do potencial de consumo mudou a festa. O povo deve passar em frente aos estantes! passou a ser o mantra. O 25 de julho está para comércio. O desfile, outrora o acontecimento central, aguardado e pensado muito antes por tantos, não pôde evoluir, pois foi reprogramado de modo a que os corajosos que a ele assistem e dele participem também venham a engrossar os corredores do comércio.
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Muita pena – uma expressão do povo, no qual a emoção e a espontaneidade brota em simbologias e alegorias se resume a um atrativo de gente para outro fim.
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O Desfile temático da Volksfest deve ser às 14h00 de um dos dias da ExpoVolks! Nesta exclamação somam-se vozes e propósitos de muitos.
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Paz e Bem.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Coluna 66 - publicada no jornal Correio Agudense - edição de 4MAI2011

Sábado, dia 7, Recital de aniversário do ICBAA. Às 20h15 sobre ao palco do Clube Centenário o Coral Municipal de Vera Cruz.


INSTITUTO CULTURAL BRASILEIRO ALEMÃO
Amanhã, dia 5, junto com o Prefeito Ari Alves, tem aniversário o Instituto Cultural Brasileiro Alemão de Agudo – ICBAA. Completa 29 anos. Este aniversário será comemorado no sábado, dia 7, no Clube Centenário, com evento artístico-cultural de muito bom gosto – o recital do Coral Municipal de Vera Cruz. O repertório foi pensado para Agudo. Serão cantos coral e solos em arranjos do competente maestro Carmo José Gregory, que tem sua obra concreta em Agudo no arranjo à vozes, do Hino do Município, como o canta o Coral Agudo EnCanto.
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Ainda que não fosse dirigente do ICBAA, diria que este recital deve ser prestigiado. O ICBAA merece que seu esforço em proporcionar este acontecimento cultural seja compensado; Agudo merece que seu calendário cultural seja enriquecido com apresentações de qualidade e bom gosto e as pessoas todas merecem viver estes minutos de refinada arte e saber. Todos ganham.
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A presença de cada pessoa será festejada como o convidado importante para uma muito aguardada festa. Melhor ainda se comparecer à tempo de ser cumprimentado, ou seja, antes do horário de início, às 20h15min. Um programa ideal para a noite de sábado. Dá para jantar antes, dá para ir ao culto ou à missa antes. Será possível, também, para ir à festa e para a balada depois. Pode ser mais adequado?
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Dentre as finalidade do ICBAA uma é ser mantenedor do Museu Histórico Pastor Rudolf Brauer. Esta disposição vincula o Museu ao ICBAA pela razão única de ter sido idealizado e criado pelo Pastor Brauer. Não está escrito, mas é dado da tradição verbal, ter o Museu nascido na mente do Pastor Brauer, que constatava ser necessário catalogar e expor, peças e documentos da imigração Alemã na Colônia Santo Ângelo, mais especificamente de Agudo. Esta memória e história não devia perder-se, devia ficar à salvo da mercancia predatória e devia ser vista e partilhada como marco, testemunho e prova do alicerce cultural e de trabalho produzido ao longo dos antão pouco mais de 125 anos de imigração.
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A materialização do propósito do reverendo Brauer fez surgir o ICBAA e, uma vez criado formalmente, ter um prédio para abrigar este museu. Como isto aconteceu e quanto isto foi importante conhecemos e percebemos todos.
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Entre 1990 e 1995 a obra ganhou o terreno cedido e, ao mesmo tempo, as articulações para a viabilização do Museu aconteciam. Em abril de 1995 o Prefeito Ari Carlinhos Jaeger remeteu à Câmara Municipal Projeto de Lei criando o Museu Histórico Municipal. Na mensagem fez constar: “... nos espelhamos no exemplo de outros municípios para chegar ao momento de colocar ao povo agudense o apoio do executivo municipal na empreitada que o historiador William Werlang está trabalhando. Temos o aval do ICBAA para (…) implantação e manutenção do Museu Histórico.” Aprovado, originou a Lei Municipal 975/95, promulgada em 10 de maio daquele ano, o mesmo da inauguração do Museu, em 25 de julho.
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Já na mensagem o Município, efetivo administrador do Museu, por meio do Conselho Municipal de Cultura (Art. 2.º da Lei 975/95), expressou que a criação do museu se daria em cima da empreitada do historiador William Werlang e com o apoio e estrutura do ICBAA. Sabe-se, também por tradição oral, que o Professor Werlang foi conduzido à esta missão pelo próprio Pastor Brauer. Este, consciente de não ser eterno, fez Werlang seu sucessor na missão.
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Em 2005, pela Lei Municipal 1603, foi gravada a denominação patronímica Museu Histórico Pastor Rudolf Brauer, em homenagem a seu criador.
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O Museu é público pois foi criado em Lei Municipal; é privado, pois é receptado no estatuto do ICBAA, uma associação civil, de direito privado. Melhor assim que duas vertentes de atenção e manutenção lhe protejam. Aliás, admita-se que o Museu Histórico Pastor Rudolf Brauer necessita do suporte público e do ICBAA. A Prefeitura designa o Historiador William, com custo financeiro para o erário municipal. O ICBAA dá teto, estrutura e equipamento. Ambos se preocupam com o acervo. A municipalidade e a entidade querem que a cultura e a história deste povo sejam conhecidos de todos e inspirem as gerações. Dividem responsabilidades para multiplicar resultados. Somam ações para diminuir a ignorância do não saber e não conhecer.
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Paz e Bem.

sábado, 30 de abril de 2011

Coluna 65 - publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 27ABR2011

Devolvida a prerrogativa aos Estados Membros legislarem sobre emancipações, é natural uma boa apreciação das condições imposta por esta lei esteja sendo feita por quem tem interesse


EMANCIPAÇÕES – haverá? Em fevereiro escrevi que Agudo poderia ver surgir um levante pela independência de parte de seu território. A abordagem foi fundada em fontes da região onde o assunto é tratado abertamente e assoma as conversas de aniversários, encontros de fim de tarde, carteados de final de semana, festas de colégio e de igreja. Fala-se no assunto com desenvoltura. Os argumentos contra ou à favor são consistentes, alimentados por quem tem expectativas e/ou interesse.
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Com a promulgação, em 22 de dezembro de 2010, da Lei Complementar Estadual 13587/2010, o Rio Grande passa a contar com norma que regula este assunto. Devolvida a prerrogativa aos Estados Membros legislarem sobre emancipações, é natural uma boa apreciação das condições imposta por esta lei esteja sendo feita por quem tem interesse.
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Tem-se notícia de que moradores (não refiro os moradores, pois se assim mencionasse estaria incluindo a todos, o que é impreciso) de Picada do Rio e Nova Boêmia já tenham produzido dossiê para emancipar-se de Agudo. Picada do Rio teria, inclusive, processo já tramitando na Assembleia Legislativa do Estado, aguardando que este venha a ser considerado válido, uma vez que foi protocolizado ao tempo da vigência de legislação agora revogada.
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A documentação que está na Assembleia Legislativa define que o limite Sul do pretenso novo município, que teria núcleo urbano em Picada do Rio, seria o traçado do arroio existente em paralelo à estrada que conduz à Linha Nova, também conhecida como Kartoffeleck, a menos de cinco quilômetros ao Norte da cidade de Agudo. Ao Leste não saberia precisar. A Norte e a Oeste divisaria segundo o mapa do Município.
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A existir um processo em Nova Boêmia, o município que surgisse teria, provavelmente, o território que Agudo agregou de Sobradinho, em 1959, estabelecendo-se como limitador o Arroio Corupá.
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Quem leu até aqui pode estar pensando: mas este cara comeu bolinha de cinamomo? Tá louco? Ninguém fala nisso e ele insiste!. Está bem, ninguém fala, é verdade. Mas existe uma razão para isto. Os formadores de opinião e o governo municipal são radicalmente contra. E, como somos uma comunidade pequena onde o governo é grande fomentador do debate e o maior autor dos processos, se este cala, ninguém mais fala. Escrever sobre estas hipóteses não é significa que as defenda. A propósito, penso que nenhuma vai dar em nada, que Agudo preservará sua integridade territorial, cultural e a soberania sobre todo o seu território. Tem mais é que juntar seu povo em torno de propósitos nobres, que façam o Município crescer, somar e multiplicar-se em desenvolvimento e bem-estar. No entanto, entendo que nenhum mal trás a nosso Torrão Amigo, trazer à ordem do dia aspirações que se alimentam dentre os seus, ainda que aparentemente pouco plausíveis.
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E não é apenas em Agudo que existem articulações. Quem sabe em uma década o mapa desta região esteja ainda mais recortado. Em Nova Palma a comunidade de Caemborá almeja ser independente. Em Restinga Sêca o pessoal de São Miguel já conversa sobre emancipação em português, alemão e italiano. Fala-se que o Recanto Maestro, encrustado entre São João do Polêsine e Restinga Sêca, pode buscar autonomia, levando consigo parte dos dois municípios, com perda bem considerável para Polêsine, que ficaria sem Vale Vêneto. Se Vila Paraíso pensa em ser o município de que parte de seu povo abdicou ao unir-se a Rincão da Porta e constituir o próspero Paraíso do Sul, não se sabe. Embora feliz com a já consolidada situação do município, pode que o desejo volte, aceso por motivação de outros movimentos na região.
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Se o teor desta coluna é ou não um grande equívoco, só o futuro dirá. Entretanto, considere-se que o tema emancipação não é mais um tabu desde a promulgação da já mencionada Lei Complementar, que ocorreu no final do ano passado. É um novo ordenamento jurídico, bem recente, do qual, com certeza, o Rio Grande inteiro se aproveitará. O tempo... só o tempo – o senhor das transformações.
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Paz e Bem.

Coluna 64 - publicada no jornal C orreio Agudense - Edição de 20ABR2011

PÁSCOA – Que ela seja significativa e redentora para todos,
- pois, como cristãos, membros da Igreja de Cristo através do batismo, rezamos “...Creio em Jesus Cristo, (...) padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus...”. Se assim exclamamos é por que acreditamos que o acontecimento do Horto das Oliveiras não é ficção ou meramente um fato recontado de geração em geração;
- para reavivar na vida da Igreja este acontecimento messiânico a que se submeteu o Filho de Davi, que sabia de qual cálice devia beber desde antes do ventre de Maria;
- para que a condenação, o suplício, a crucificação, a vigília e a ressurreição de Jesus, cuja narrativa sempre é revigorada na liturgia pascal, possam ser interpretados, também, como um fato dos mais marcantes da história da humanidade.
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PÁSCOA – que ela seja feliz para todos;
- e como festa de tradição, seja motivo de encontros e reencontros, de afetos e amores;
- pois como data de referência afetiva, deve ser de alegria no (re)encontro familiar, onde pais e filhos se encontrem, estejam onde estiverem, seja onde for;
- se prevalecerem a gratuidade do amor e da fé;
- se, ao viver os ritos e preceitos da tradição houver despertar para a vida nova que Jesus nos deu com sua imolação.
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PÁSCOA – que ela seja santa para todos,
- na medida em que a quaresma tenha servido para a reflexão pessoal – o que sou, como sou, como é o encontro comigo mesmo, como os que comigo vivem me veem, como vejo os que me rodeiam e comigo dividem a contemplação do derramar da ampulheta da vida;
- se cada um puder dizer – sou melhor agora!
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PÁSCOA – que ela seja de conscientização, pois a fraternidade precisa ser vivenciada em plenitude . A fraternidade na relação com os irmãos e com a natureza que geme em Dores de Parto.
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CRUZ DE SÃO DAMIÃO
Quando gestos de benquerença e talento se somam, o resultado é divinal.
Fazem muitos anos o Frei Irineu Gassen, hoje Bispo de Vacaria, presenteou minha família com estampa da Cruz de São Damião, trazida de Assis, Itália. Já foi uma relíquia, por ter sido presente do frei Irineu e por ser de Assis – terra de São Francisco. Neste ano, desejando contemplá-la como ícone de fé em nossa casa, mais uma demonstração de amizade que guardamos no coração: o estimado Paulo da Silva, da Marcenaria Perske, presenteou-nos com o madeiro e a confecção. A parte técnica da aplicação foi feita por Manfred, um talentoso artesão alemão, que fabrica órgãos de tubos para igrejas, em Santa Maria. O parte artística coube às hábeis mãos e inspirados talentos das irmãs Senira e Roseli, da Congregação de Schoenstadt. A obra estava pronta. No Domingo de Ramos foi instalada, na sala de nossa casa. Para nós retrata o Cristo e lembrará sempre amizade, amor e gratidão. Quanta beleza; uma preciosidade. Como referência à Páscoa do Senhor Jesus, retrato-a, tal qual se apresenta às orações, na fórmula inspirada por São Francisco “Nós vos adoramos, santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas igrejas que estão em todo o mundo, e vos bendizemos, porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo.”
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Paz e Bem.