quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Coluna 50 - Publicada no Jornal Correio Agudense - Edição de 12JAN2011

É excelente o chefe que sai vencedor sem nunca ter entrado no campo de batalha.

A ARTE DA GUERRA – Se Sun Tzu realmente existiu não se sabe ao certo. Pode ser lenda o texto que lhe é atribuído. A Arte da Guerra é das obras eleitas dentre as que deveríamos ler antes de morrer. O texto remonta à época dos Estados Guerreiros da China, dois mil e quinhentos anos atrás. Sun Tzu traçou princípios de estratégia bélica para um imaginário general. O Rei Wu fê-lo seu súdito; queria que a inteligência e astúcia demonstradas na receita de guerrear fossem colocadas à serviço de seu reino. Sun Tzu, pleno de si, asseverou: “Lembra-te que defendes não interesses pessoais, mas os de teu país. Tuas virtudes e teus vícios, tuas qualidade e teus defeitos influem igualmente no ânimo daqueles que representas. Teus menores erros têm sempre nefastas consequências. Geralmente, os grandes são irreparáveis e funestos. É difícil sustentar um reino que terás levado à beira da ruína. Depois de destruí-lo, é impossível reerguê-lo. Tampouco se ressuscitam os mortos.”
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A atualização da linguagem bélica da milenar composição e sua interpretação na geografia dos combates modernos, travados no campo de batalha dos negócios, da política, das relações de povos e pessoas e mais muitos motivos de confrontos, faz pensar. Quantos reis de hoje devem ser advertidos de que os interesses que defendem são os do país e não os seus; lembrados que suas virtudes e vícios, qualidades e defeitos influem na disposição de ajudar; que os erros trazem consequências que devem ser medidas.
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A Arte da Guerra: todos temos lutas das quais gostaríamos de sair vencedores. Sun Tzu diz: “O primeiro combate é interno. Se você não conhecer a si mesmo e ao seu adversário, obterá sempre derrotas. E acrescenta: Não é bom o comandante que obtém sem vitórias em cem combates. É excelente o chefe que sai vencedor sem nunca ter entrado no campo de batalha.” É de refletir. Bom exercício mental para esquecer do calor deste verão úmido.
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A Arte da Guerra – uma rica opção de presente.
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VIAJAR ARMADO – No Fantástico de domingo o Brasil pôde acompanhar um repórter embarcar em oito aeroportos nacionais portando um objeto metálico que imitava, na forma, um potente fuzil. Já na segunda-feira o Ministro Jobim e as autoridades aeroportuárias se explicavam e se reuniam para admitir que o sistema é falho.
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Isso me faz lembrar de um episódio ocorrido em 1998. Meu cunhado, alemão, ganhou de amigos, um belo conjunto de faca e chaira, em caprichada bainha. Deu o maior bolo no aeroporto. Nos despedimos no portão de embarque e nada de o avião decolar. Fomos saber, no outro dia, que Herr Dreiling tinha sido detido, pois portava arma em sua bolsa de mão. E como explicar, em alemão, que faca de gaúcho é … para cortar carne, e não para atentar à vida de ninguém. Argumentos de parte a parte, veio o entendimento. O presente agudense viajou na cabine do comandante de Porto Alegre até Frankfurt. No destino o regalo foi-lhe entregue, devidamente embalado e lacrado. Não soube que tivessem assado carne na longa travessia do Atlântico. Penso que não, pois o cheiro teria sido notado. Não é querido Beto Jordani?
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Faca não pode. E fuzil? Bem, fuzil... também não, ora!!
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ADVERTÊNCIA NA SACRISTIA – Consta que na sacristia da Igreja de San Miguel Arcanjo, de Buenos Aires, está estampada a seguinte advertência: “Olhe que Deus está olhando para você, olhe que ele está olhando, olhe que você vai morrer e não sabe quando...” Que tal esta frase em brilhante e bem grande outdoor, no centro da cidade? Olhe que Deus está olhando para você...
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Paz e Bem

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Coluna 49 - Publicada no Jornal Correio Agudense - Edição de 05JAN2011

Em qualquer ambiente em que agimos sem alegria, estamos fazendo mal as coisas.
A ARTE DE SOFRER INUTILMENTE – Para esta primeira semana da janeiro, quando a memória nos remete, inexoravelmente, à primeira semana de 2010, mas que, neste 2011 se apresenta mais favorável, sintetizo o texto A arte de sofrer inutilmente, do escritor, conferencista e professor argentino Enrique Mariscal. É de agradável leitura e ajuda a encarar com mais autenticidade e singeleza o turbilhão desta nova década que se inaugurou.
“Que o humor não nos abandone neste trânsito de milênios. Que a auto-ironia, a brincadeira espontânea com a gente mesmo, abunde nas nossas relações presentes e futuras, eliminando a solenidade com a qual escondemos as pequenas ou grande inseguranças pessoais, que sempre incomodam.
Que o poder da simplicidade e do amor nos libere da baixa energia do desalento, do negativismo e da suspeita, tão frequentes como vãs. (...)
A semente deve morrer para dar seu fruto: o bosque. (…)
Posso somar ou subtrair momentos à minha vida. Isso repousa numa simples atitude mental e emotiva. (…)
Não é a quantidade de alimento que o organismo ingere o que alimenta, mas os nutrientes selecionados, que o corpo absorve através do intestino e dos processos próprios do metabolismo.
Não é suficiente a definição clássica de “sou eu e minha circunstância”, mas “sou eu, minha circunstância e a qualidade da resposta que dou em cada situação...”. (…)
Em qualquer ambiente em que agimos sem alegria, estamos fazendo mal as coisas. (…)
É possível uma postura mental positiva, segura, que transforma as derrotas em vitórias, e as limitações em possibilidades criativas, tão indispensáveis quanto raras. (...)
Não queremos sofrer mais, procuramos na vida segurança total, permanência no conhecido, tememos envelhecer e... por medo de sofrer calamidades futuras, ilusórias, pagamos no presente, à vista, com sofrimento real, mas inútil, tragédias que estão instaladas em nossa imaginação.
Ver o dragão na tela não implica que ele exista na realidade.
Somente uma mente fortalecida pode obter respostas simples, harmoniosas e superadoras dos conflitos.
Para isso é fundamental: sentido espiritual de vida, valores de elevação, integridade e simplicidade.
Ainda neste milênio (…) pouquíssimos cultivarão a arte de sofrer inutilmente. Teremos à nossa disposição generosas opções de vida mais pródiga, digna, altruísta e essencialmente alegre.
Dispomos de um milênio para construir o mundo humano que merecemos. A qualidade poderosa dos nossos desejos e as respostas mais criativas e solidárias que nos permitamos assumir serão sempre fundamentais.
Não se dá de presente um Paraíso a alguém que não tenha ousado construir um, mesmo que seja apenas com seus sonhos.”
Valeu a pena ler? Quando tive acesso a esta reflexão, ela me pareceu diferente e melhor de muitas que circulam ante nossos olhos e ouvidos. Fez bem para mim. Tomara que faça bem a você que me lisonjeia com minutos semanais de atenção.
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UM ANO PASSOU: Hoje faz um ano do cume da sequência e intensidade de enchentes do verão passado. O fato emblemático ocorreu às 09h05min, quando caiu a ponte da RST-287. Olhando ao redor cada um de nós deve suspirar fundo e dizer – ufa, nunca mais!
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Paz e Bem

domingo, 2 de janeiro de 2011

Coluna 48 - Publicada no Jornal Correio Agudense - Edição de 29DEZ2010

Olhemos a cena aberta de 2010, onde cada um foi ator de sua vida. O que fizemos?

FIM DE ANO – Dois mil e dez termina – ufa, até que enfim. Dois mil e onze começa – maravilha! Avaliações e balanços são feitos para que pessoas, entidades e governos meçam suas realizações, potenciais e limitações. Em todos os planos de observação a comparação dos propósitos com os feitos mostra um período fértil, mediano ou desperdiçado. Terá sido fértil quando houve avanços, se caminhou um quilometro a mais, se alcançou mais do que se buscou. A média significa que se cumpriu o carnê, nem mais, nem menos. Bateu-se o ponto dos dias, aplaudiu-se a caravana passar mas não houve decisão de embarcar. O desperdício do ano é a revelação de que a dádiva divina dos doze meses passou e se ficou parado na praça dando milho aos pombos, na versão do poeta. Deixou-se levar pela vida, manipulado por controle remoto.
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Na dimensão terrena uma só oportunidade é dada para encenar o teatro da vida. Não existe ensaio. Uma só vez o pano do palco se abre para que o mundo assista os muitos atos da peça, dividida em tantos anos, invernos e primaveras, quantos for dado a cada um viver. O desempenho de cada um terá sido ditado por fatores como idade, experiência, responsabilidade, atividade, ousadia e estímulo pessoal.
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Olhemos a cena aberta de 2010, onde cada um foi ator de sua vida. O que fizemos? Assumimos as responsabilidades que o ano nos apresentou? Damos conta do recado? Qual resposta podemos ouvir ante a pergunta – minha existência valeu a pena para mim, para minha família, minha comunidade e minha terra?
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Quem teve a função de liderança ou governo dedicou-se com esmero e seriedade no ato de gerir vidas e estruturas? Houve sensibilidade para ouvir, discernimento para decidir, humildade para recuar, confiança e fé para avançar?
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As ações, os pensamentos e a inspiração de cada um fizeram as coisas ficarem melhores em 2010?
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Em Agudo qualquer balanço de 2010 remeterá a perdas. Nos pratos da balança pesarão os efeitos do trágico janeiro com suas perdas humanas e econômicas. Não há como fugir desta verificação. No entanto, a inexorabilidade deste fato, que não pôde ser remediado, serviu para que na comunidade se desenvolvesse um medido e útil estoicismo, sentimento que teve importância na medida em que capacitou ao enfrentamento das adversidades e ajudou na reação serena e eficaz, sem sucumbir às afloradas emoções.
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O ano de 2010 leva consigo muitas realizações. A maior eleição do Brasil e a sensação de ver eleita uma mulher para a Presidência da República. O genial feito tecnológico e humanitário do governo chileno, ao manter vivos e resgatar os 33 mineiros confinados à 700 metros de profundidade, são apenas dois exemplos.
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De outra parte, também houveram mazelas. Os escândalos de corrupção e a impunidade que ainda grassa no meio, foram lamentáveis e é, de muitas, lamentável constatação.
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Para 2011 (em numerologia dá 4, um número par, com o significado que isto venha a ter) as mesmas receitas – fé, determinação, decisão e foco nas metas prometidas. Para ajudar, duas citações que ajudam no combate da procrastinação – cupim comportamental que corrói as melhores intensões.
Horace Mann escreveu: “Foram perdidas, ontem, em algum momento entre o nascer e o pôr-do-sol, duas horas douradas, cada qual com sessenta minutos de diamantes. Nenhuma recompensa foi oferecida, pois elas se foram para sempre”.
Santo Agostinho – Deus prometeu perdão pelo seu arrependimento, mas Ele não prometeu o amanhã pela sua protelação.
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Feliz 2011 e... que estejamos juntos na peleja!
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Paz e Bem

Coluna 47 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 22DEZ2010

As igrejas com linha evangélica fiel aos preceitos do amor, da justiça e da fraternidade cristãs, para as quais a fé não é mercadoria, devem ser apoiadas.






ENTÃO É NATAL ... e como estamos? É da essência que tomemos datas referência para avaliações, revisões e tomada de propósitos. Como estamos neste Natal? Nosso coração-manjedoura está pronto para receber Aquele que é lembrado quando menino, mas que vive no meio de nós podendo ser reconhecido no rosto do outro e, também, quando contemplamos a nós mesmos, nossas atitudes, nossos pensamentos, nossas convicções? Nós, cristãos, fazemos a data ter significado? Ela vale para ser ou para parecer; para compras ou para preces? O Natal nos faz viver a plenitude da luz – que deu origem à que se comemore no nascimento de Jesus em 25 de dezembro – ou sucumbimos ao consumo, saciando o corpo e a mente e deixando faminto o coração e o espírito? Se na avaliação que fazemos, temos mais a comemorar e menos a penitenciar, então... Bom Natal! Ele nascerá para todos e para cada um de nós!
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Referi na coluna passada, que publicaria mais uma cena natalina pintada com a boca. O artista é Jerzy Omelczuk. A candura da cena e a riqueza dos detalhes encantam os olhos e ensina que a providência divina está presente na superação das limitações que a natureza pode apresentar.


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UM EVENTO DO BEM – Participei, domingo à noite, de uma celebração memorável. A Investidura do Pastor Nestor Paulo Friedrich, como Pastor Presidente da IECLB, no templo edificado na sede nacional da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, no centro de Porto Alegre. Representando o Instituto Cultural Brasileiro Alemão de Agudo, integrei comitiva integrada por luteranos de Agudo e Paraíso do Sul, dentre os quais três pastores. Surpreso fiquei já à chegada. Pensava encontrar um templo sóbrio, todo branco, atmosfera austera, pesados bancos, órgão de tubos, pessoas concentradas e solenes. Nada disso. O templo é contemporâneo, construído no início da década de 1970, para sediar evento mundial (que acabou sendo realizado na França por causa da repressão militar da época no Brasil). Uma decoração apropriada, de modo a embelezar o ambiente, sem chamar para si a atenção que era devida às pessoas. E o órgão de tubos? Ah, sim, lá estava, imponente. Vi-o, não sei se o ouvi. A austeridade estava apenas nos muitos cabelos brancos, moldados pela vida. A música – piano, bateria, guitarra e sopros – tocada por jovens. Tudo muito envolvente.
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Sobre o agudense Nestor Paulo Friedrich, agora Pastor Presidente. Cruzávamos o pátio da D. Pedro. Penso que também no Ginásio Estadual; passadas quatro décadas, encontro-o na maturidade de sua vida vocacional, pessoal e familiar. Em sua pregação foi suave e conciliador. É doutor em Bíblia, donde tira os ensinamentos para sua cátedra, sua missão e para sua Igreja.
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Nos cumprimentos, foi-lhe apresentado o convite para participar das comemorações do centenário de nascimento do Pastor Brauer, em 2011. Confirmou presença, como diferente não poderia ser. Afinal, os primeiros versículos os ouviu do grande líder religioso que será comemorado.

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Por que introduzi esta abordagem referindo a um evento do bem? Pois sou convicto que as igrejas reconhecidas, que tem estrutura hierárquica, linha evangélica fiel aos preceitos do amor, da justiça e da fraternidade cristãos, para as quais a fé não é mercadoria, devem ser fortalecidas e apoiadas. Elas pregam, inspiram, produzem e conduzem ao bem.
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Paz e Bem

Coluna 46 - Publicada no Jornal Correio Agudense - Edição de 15DEZ2010


Será seguro trafegar nas ruas se todos cooperarem
CENAS DE TRÂNSITO – Será seguro trafegar nas ruas se todos cooperarem. A cena que descrevo é uma mistura de ingenuidade, nonsense, irresponsabilidade e irreverência. Segunda-feira, dia 13, meia tarde, duas senhoras que presumo fossem irmãs, pois eram muito parecidas, se encontraram em via pública e se puseram a conversar. Bem trajadas, uma usava, garbosa (que palavra mais antiga), um vistoso chapéu trançado de tiras plásticas – dizia-se antigamente que era um chapéu de matéria – cor-de-rosa, para combinar com o traje e, claro, para proteger do sol; a outra deixava o sol lhe iluminar o rosto e o sorriso, reação das confidências. Nada demais; à ninguém é vetado encontrar-se em público. Mas – e tem um mas – atentem para o espaço em que se deus o encontro – o meio, eu disse o meio, da Rua Marechal Floriano, bem na esquina com a Concórdia, entre o Bar do Gordo e o Fórum. No meio da rua, sobre a faixa de segurança (quem saber por isso se sentissem seguras! Oitenta metros antes as vi, por elas passei, vinte, quarenta, setenta metros depois, elas continuavam conversando no meio da rua, em uma esquina movimentada da cidade. E o trânsito? Bem os motoristas manobravam contornando as estátuas vivas instaladas, cuidando para não buzinar e interromper a conversa de comadre, ou de irmãs. Observei a cena por bons quatro minutos e elas lá, bla-bla-bla; ja-ja; nein, nein; Oh, Got! Tão absortas, sequer tinham noção ou se importaram com o risco que corriam e a confusão no trânsito que causava a indolente posição de assuntar no meio de uma esquina. Tirando o romantismo e a licenciosidade que a dignidade das senhoras impõe, foi uma irresponsabilidade! Você pode perguntar-se: por que você, percebendo a situação não lhes chamou a atenção? Sim, concordo e me arrependo de não tê-las abordado e sugerido que conversassem na calçada do Fórum e do MP, onde havia sombra e onde estariam, seguras. Esta cena, real e dada ao sol claro de uma segunda-feira, demonstra como alguns pedestres se comportam nas vias públicas. Pensam serem donos. E, quando acontecem os acidentes a culpa sempre será do motorista. Tudo deve ter terminado bem, cada uma tomou chimarrão em sua casa e contou para a família do encontro e das novidades. Lamentaria demais e sentiria remorso se estas senhoras tivessem sido atropeladas. Seria mais um fato repercutindo nas estatísticas da chacina do trânsito.
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UM FATO EM DUAS SITUAÇÕES – O FATO: dois casais, um com criança o outro sem, se encontram. A noite está agradável, o evento foi curto, era cedo ainda e ninguém ainda jantou! SITUAÇÃO 1 – Estamos em meados dos anos oitenta – provavelmente a proposta seria: vamos lá em casa fazer um carreteiro? É rápido e conversamos à vontade. A despesa não seria maior do que 15 ou 20 reais, suportada por quem convidou; SITUAÇÃO 2 – Estamos em 2010 – o diálogo foi o seguinte: vamos à Pastel & Cia. comer pizza? Gostoso, agradável, com qualidade e bom serviço da casa. A despesa, somando tudo, 48 reais.
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Novos tempos, novos costumes. Muito carboidrato, condimentos, sabores e temperos e, chamo a atenção: não houve consumo de arroz. Constatação que as estatísticas vem apontando já há muito.
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A IMAGEM – É apenas mais uma gravura da Família Sagrada, que motiva o Advento e o Natal? Sim, mais uma gravura da Família Sagrada. No entanto a candura está na cena e na forma como o original foi pintado. Kyriacos Kyriacos pintou esta cena com a boca. Ele integra o grupo Pintores com a Boca e os Pés, criado em 1956, em São Paulo e cada vez mais ativo. Recebo seus cartões já há anos. Tenho particular admiração e emoção ao ver que o limite existe para ser superado. O que eu, com mãos e pés perfeitos, sequer cogito existe quem faça com a boca. Na próxima coluna publico outro que, penso, seja ainda mais lindo. Para ver mais é só acessar www.apbp.com.br
Paz e Bem

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Coluna 45 - Publicada no Jornal Correio Agudense - Edição de 8DEZ2010


Só na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão existem traficantes e poder intimidador?



MOTIVAÇÃO EXTRA – A operação de retomada da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão no Rio da Janeiro, promovida pelos governos carioca e federal, onde se havia instalado um comando paralelo, com regras do narcotráfico, foi uma indiscutível ação de estratégia e sintonia das corporações de segurança – polícia carioca e forças armadas.
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Vista em todo mundo, a ação do Estado para resgatar a ordem institucional naquele território entranhado na paisagem da Cidade Maravilhosa, fez brotarem questionamentos entre os brasileiros. Por que só agora esta ação, quer-se saber, também, da motivação que determinou a entrada das Forças Armadas nas ações. Em raciocínio lógico se pode afirmar: Ora, se devia acontecer, que fosse logo; se as Forças Armadas tem também a missão de assegurar o Estado de Direito e a ordem institucional no país, justificada esta sua participação. Se prejuízo já houve; se inocentes pereceram; se por muito tempo estas regiões eram guetos com leis próprias; havia que se fazer algo. E se fez! Resta torcer para que naquelas áreas seja definitiva a superação do mal pelo bem, de modo a permitir que ali haja vida normal, com trabalho, laser, família; que o governo possa governar, levar escola e saúde e que o povo tenha paz, com crianças brincando e adultos não mais sendo subjugados, expropriados de seus bens e sua dignidade.
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No entanto agora sabe-se que a operação teve desencadeamento calculado e o fator determinante foi a proximidade da inauguração do Teleférico do Complexo do Alemão. O Presidente Lula deseja entregar esta majestosa obra ainda em seu mandato. Nada fizesse, teria o Governo Federal que negociar com os traficantes uma licença para adentrar ao território e cortar a fita, o que seria, constrangedor e prova de ineficiência administrativa e derrota pessoal para Lula, Sérgio Cabral e tantos mais.
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Então, viva seja dada a mais uma articulação do governo federal. O Presidente poderá pronunciar seu bordão “nunca na história deste país” com sotaque e semblante só seus... É, nunca mesmo!
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Uma questão no entanto ainda fica no ar: só na Cruzeiro e no Complexo do Alemão existem traficantes e poder intimidador? Aguardemos para festejar mais tarde...
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A PONTE ESTÁ PRONTA – É princípio de justiça que reporte a conclusão da ponte, amplamente repercutida nesta edição do CA, fato que prendeu a atenção da região e do estado na semana passada. A contagem, iniciada em março, se encerra. Estivemos 331 dias sem a ponte sobre o Rio Jacuí, na RST-287.
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ADVENIAT ABEND - A programação do Natal de Luz já começou. Dos eventos programados para preparar o Natal de todos, o próximo será o Adveniat Abend (Noite de Advento) do ICBAA. Será às 21h00 de domingo, dia 12. quem desejar assistir com conforto deverá levar uma cadeira, como de hábito nas programações abertas de Agudo.
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UM ARCO-ÍRIS para festejar o CA todo colorido! A foto foi tirada no entardecer de quinta-feira, dia 2, em Cerro Chato.

Paz e Bem

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Coluna 44 - Publicada no jornal Correio Agudense - Edição de 1.ºDEZ2010

Queremos de volta a ponte para encurtar o caminho e para aliviar o fluxo da Rodovia do Imigrante.


ADVENTO – Tempo especial. Será acaso as operações de combate ao crime a ao mal no Rio de Janeiro terem sido desencadeadas justamente no advento? Pode ser. Mas pode dizer também que o tempo de espera e preparação é pertinente para atitudes de resgate da dignidade, da liberdade e da vida e pode ter sido motivador das ações.
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ADVENIAT ABEND – A celebração do Natal de Luz de 12 de dezembro, domingo, no ICBAA tem, neste ano, foco na época de sua realização – o tempo do advento! Denominado Adveniat Abend (Noite de Advento) o acontecimento pré-natalino inova no local – será no pátio interno do ICBAA – e na programação, que será toda com talentos e personagens locais. Deslocar para o pátio interno da entidade é positivo pois libera o trânsito na Concórdia e permite que os assistentes desfrutem de ambiente sombreado desde a tardinha e vejam o palco sem a grade divisória que divide os espaços frontal e a rua. Será uma experiência positiva, espera-se. As apresentações artísticas dos talentos locais será oportunidade de dar palco e reconhecimento à quem se esforça ensaiando o ano todo. Quem ensaia, quer que seu esforço seja conhecido. Que então lhe seja dada oportunidade de mostrar. Sendo rico o tempo litúrgico do advento, os líderes religiosos, frei João Germano e Pastores Henrique Scherer e Edson Datsch apresentarão mensagens espirituais para reflexão. A cortina musical que recheará a noite será dos corais Agudo EnCanto, da III Idade e Vozes da Dickow, todos pré-confirmados. Fazendo síntese do Adveniat Abend, pode-se afirmar que será espaço para celebração de valores pessoais e espirituais – é o Cristo com espaço na festa que é Dele, mas para a qual nem sempre é convidado.
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UMA MENTE BRILHANTE – O magistrado agudense, filho e irmão de advogado, Luciano Losekann assenta nos elevados degraus da pirâmide judiciária brasileira. Como coordenador do departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Conselho Nacional de Justiça, o filho de Geraldo e Margit Losekann é responsável por comandar vistoria em presídios de todo o Brasil. Com atuação em Porto Alegre e em Brasília, Luciano anunciou que o Raio X nas prisões gaúchas será em março de 2011. No entanto já adiantou sua posição com relação ao Presídio Central de Porto Alegre – deveria ser demolido. Fala por conhecer; fala por saber que o PC é desumano e que o ambiente não regenera ninguém que lá é depositado, na espera de que recupere para o convívio.
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A PONTE – Passados 329 dias é possível afirmar que faltam mais dois para que o sistema viário gaúcho tenha de volta a travessia do Rio Jacuí, na RST-287. Desde quando a governadora Yeda Crucius twittou “acabo de marcar p/dia 3 de dezembro a inaguração da ponte do agudo, q foi levada pelas águas dia 4 de janeiro”(sic), a expectativa só aumenta. Para nós, agudenses, a espera é interminável. Queremos de volta a ponte para encurtar o caminho rumo Oeste e, também, para aliviar o intenso fluxo que castiga a recém restaurada pista da ERS-348 – Rodovia do Imigrante.
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Será um momento importante. Na inauguração será feita prestação de contas do Governo do Estado e do Município. Haverá saudosa lembrança das vidas que foram perdidas. O Prefeito Ari Alves ainda lamenta a perda do amigo e seu vice, Beto Boeck e esta sensibilidade aflorará. Representantes de segmentos políticos e empresariais expressarão, em gestos e mimos, a gratidão que sente a comunidade pela decidida ação da Governadora Yeda. Justas e merecidas manifestações. É inquestionável que o governo devia fazer a obra e logo. No entanto a decisão da chefe do executivo estadual foi vital para que a iniciativa não esbarrasse nos escaninhos da burocracia pública.
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Não testemunharei pessoalmente a solenidade, pois atendo convite da SMEC para, novamente, cooperar na avaliação do ensino do alemão nas escolas de Agudo. Honra-me poder prestar este bem para a educação de minha terra. Os jovens, o sistema educacional e, particularmente, o esforço em aprender comunicar-se em alemão fazem com que a escolha seja natural. A ponte lá estará; os atos festivos serão registrados.
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Paz e Bem